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Ucrânia. Turquia diz que Moscovo admite reduzir exigências territoriais

O chefe da diplomacia turca afirmou que a Rússia continua a exigir à Ucrânia a cedência do Donbass (leste), mas terá admitido congelar o conflito no sul deste país nas atuais linhas da frente.

Ucrânia. Turquia diz que Moscovo admite reduzir exigências territoriais

© Arda Kucukkaya /Anadolu via Getty Images

Lusa
29/08/2025 13:21 ‧ há 2 horas por Lusa

Questionado hoje, o Kremlin não negou nem confirmou estas alegações, explicando que não queria divulgar "os detalhes" das discussões.

 

Moscovo insistia na anexação de cinco regiões - as de Donetsk e Lugansk (leste), que formam o Donbass, que não controla totalmente, além de Kherson e Zaporijia (sul), bem como a Crimeia, conquistada em 2014 - , mas agora os russos "renunciaram a esta exigência", descreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, em entrevista ao canal de televisão TGRT Haber na quinta-feira à noite.

Na mesma entrevista, citada hoje pela agência de notícias France-Presse (AFP), o ministro indicou existir atualmente "um acordo preliminar" sobre a devolução de 25 a 30% da região de Donetsk e a "manutenção das linhas de contacto [nas regiões de] Zaporijia e Kherson.

O exército russo ocupa cerca de um quinto do território ucraniano e exigia que uma retirada completamente da Ucrânia destas cinco regiões como condição prévia para pôr fim ao conflito.

Ancara indicou que, no entanto, a Rússia mudou de posição após a recente cimeira no Alasca entre o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o homólogo russo, Vladimir Putin, em 15 de agosto.

O governante turco não especificou se este "acordo preliminar" foi alcançado entre Moscovo e Washington ou entre Moscovo e Kyiv, que até agora rejeitou categoricamente quaisquer concessões territoriais.

Questionado hoje por jornalistas, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que a Rússia preferia "não revelar todos os detalhes da conversa entre os dois Presidentes, que ocorreu no Alasca".

As discussões foram "muito construtivas", referiu, no 'briefing' diário, que incluiu a AFP.

Funcionários, que pediram para não ser identificados, já haviam relatado essa aparente inflexão russa.

Apesar do ataque à capital ucraniana na quinta-feira, no qual morreram pelo menos 23 pessoas, Fidan congratulou-se com os progressos na frente diplomática.

O ministro turco reconheceu, no entanto, que será "difícil" para a Ucrânia ceder território, incluindo a vasta região mineira e industrial do Donbass, a parte mais bem defendida da frente composta por cidades-fortaleza e centenas de quilómetros de trincheiras e campos minados.

"Uma vez que este território seja abandonado, o território restante tornar-se-á um pouco difícil de proteger", admitiu Fidan.

Leia Também: Turquia garante estar empenhada em reforçar laços com a Síria

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