"Uma operação militar intensificada na Cidade de Gaza colocará quase um milhão de pessoas em risco de serem novamente deslocadas à força", afirmou a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinianos (UNRWA) na rede social X.
"Com a fome já confirmada na zona, qualquer nova escalada agravará o sofrimento e levará mais pessoas à catástrofe", acrescentou.
A UNRWA referiu que uma intensificação da ofensiva militar israelita vai forçar "milhares de pessoas a procurar refúgio em áreas já sobrelotadas", ao mesmo tempo que "limitará ainda mais o acesso à saúde" e "agravará a insegurança alimentar" da população palestiniana no enclave costeiro.
"Cada dia conta. Cessar-fogo agora", declarou a UNRWA, minutos depois de uma publicação do exército israelita sobre o fim da pausa tática israelita na Faixa de Gaza.
"A partir de hoje, às 10:00, no horário local (08:00 em Lisboa), a pausa tática local na atividade militar não se aplicará à área da Cidade de Gaza, que constitui uma zona de combate perigosa", referiu um comunicado do exército israelita publicado na rede social X.
"As IDF [Força de Defesa de Israel] vão continuar a apoiar os esforços humanitários enquanto conduzem operações para proteger Israel", disse o exército na mesma nota.
Israel está a planear uma ofensiva terrestre de grande escala com o objetivo de assumir o controlo da área da Cidade de Gaza.
A ofensiva israelita contra o enclave palestiniano, lançada após os ataques de 07 de outubro de 2023 do grupo islamita Hamas em Israel, causou, até agora, a morte de quase 63 mil palestinianos na Faixa de Gaza.
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