Este crescimento, que em 2023 foi de 3,1% em termos anuais, foi impulsionado pela cooperação comercial com a Rússia.
O Banco da Coreia (BoK) indicou que a taxa de crescimento registada no ano passado é a maior desde 2016, ano em que o produto interno bruto (PIB) norte-coreano avançou 3,9%.
O relatório anual do BoK baseia-se em dados e estimativas de organismos especializados na Coreia do Norte, cujas instituições não divulgam estatísticas oficiais.
"A Coreia do Norte aplicou políticas gerais para impulsionar a economia, incluindo o plano quinquenal de desenvolvimento económico, e alargou a cooperação económica com a Rússia", disse em conferência de imprensa o funcionário del BoK, Park Chang-hyun, citado pela agência de notícias sul-coreana Yonhap.
A normalização do comércio, em 2023, com a China, país do qual a Coreia do Norte importa cerca de 90% de bens, e a aproximação à Rússia desde a invasão da Ucrânia, em 2022, foram determinantes para o crescimento do PIB norte-coreano.
A cooperação Moscovo-Pyongyang foi consolidada com o tratado de associação estratégica assinado em junho de 2024. Pyonyang enviou soldados e armamento para Moscovo como apoio na guerra contra a Ucrânia e, em troca, deverá ter recebido cereais, petróleo e tecnologia militar.
O crescimento registado no ano passado foi impulsionado pela atividade mineira e pela manufatura, que subiram cerca de 7,6% em termos anuais, de acordo com o relatório.
Os dados do BoK sobre a Coreia do Norte são calculados mediante a aplicação de parâmetros sul-coreanos, permitindo uma comparação entre as nações vizinhas.
O líder norte-coreano, Kim Jong-un, vai estar em Pequim na quarta-feira para o desfile comemorativo do fim da Segunda Guerra Mundial, juntamente com os aliados do regime, os Presidentes chinês, Xi Jinping, e russo, Vladimir Putin.
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