Após violentos combates com rebeldes, na segunda-feira, cerca de 600 habitantes impediram os soldados de deixarem uma zona do departamento de Guaviare (sudeste), algo que o Governo de esquerda de Gustavo Petro classificou como sequestro.
"Neste momento, os soldados estão a retirar-se" da zona, declarou, na rede social X, Iris Marín, a mediadora, apelando para que não se estigmatize a comunidade que reteve os militares.
Membros do Governo, Marín e as Nações Unidas desempenharam um papel de mediação para a libertação dos soldados.
Os sequestros de militares e agentes da polícia são frequentes na Colômbia e geralmente são realizados por camponeses coagidos ou manipulados por grupos armados, em áreas onde a presença do Estado é débil.
A zona é controlada pelos rebeldes do Estado-Maior Central, dissidência das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que assinaram um acordo de paz em 2016.
Desde domingo, os confrontos com essa guerrilha liderada por Iván Mordisco - o homem mais procurado da Colômbia - causaram dez mortos e levaram à captura de dois guerrilheiros.
As autoridades inicialmente relataram a existência de 34 soldados reféns, reduzindo posteriormente esse número para 33.
Na semana passada, outro grupo liderado por Mordisco fez explodir um camião, causando seis mortos e mais de 60 feridos em Cali, no sudoeste da Colômbia.
O desarmamento das FARC deixou um vazio de poder, que foi explorado por grupos rebeldes dissidentes, paramilitares e cartéis. Esses grupos fortaleceram-se graças às receitas do tráfico de droga, extorsão e mineração ilegal, de acordo com especialistas.
Iván Mordisco conduziu negociações de paz com o Presidente Petro durante um ano, mas abandonou-as em 2024, intensificando a luta contra o Estado.
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