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Trinta e três soldados libertados de uma zona de guerrilha na Colômbia

Um grupo de 33 soldados que estava retido há três dias numa zona de guerrilha na Colômbia foi libertado na quinta-feira, anunciou o gabinete de mediação no país, responsável pela supervisão dos direitos humanos.

Trinta e três soldados libertados de uma zona de guerrilha na Colômbia

© Lusa

Lusa
29/08/2025 04:42 ‧ há 7 horas por Lusa

Após violentos combates com rebeldes, na segunda-feira, cerca de 600 habitantes impediram os soldados de deixarem uma zona do departamento de Guaviare (sudeste), algo que o Governo de esquerda de Gustavo Petro classificou como sequestro.

 

"Neste momento, os soldados estão a retirar-se" da zona, declarou, na rede social X, Iris Marín, a mediadora, apelando para que não se estigmatize a comunidade que reteve os militares.

Membros do Governo, Marín e as Nações Unidas desempenharam um papel de mediação para a libertação dos soldados.

Os sequestros de militares e agentes da polícia são frequentes na Colômbia e geralmente são realizados por camponeses coagidos ou manipulados por grupos armados, em áreas onde a presença do Estado é débil.

A zona é controlada pelos rebeldes do Estado-Maior Central, dissidência das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que assinaram um acordo de paz em 2016.

Desde domingo, os confrontos com essa guerrilha liderada por Iván Mordisco - o homem mais procurado da Colômbia - causaram dez mortos e levaram à captura de dois guerrilheiros.

As autoridades inicialmente relataram a existência de 34 soldados reféns, reduzindo posteriormente esse número para 33.

Na semana passada, outro grupo liderado por Mordisco fez explodir um camião, causando seis mortos e mais de 60 feridos em Cali, no sudoeste da Colômbia.

O desarmamento das FARC deixou um vazio de poder, que foi explorado por grupos rebeldes dissidentes, paramilitares e cartéis. Esses grupos fortaleceram-se graças às receitas do tráfico de droga, extorsão e mineração ilegal, de acordo com especialistas.

Iván Mordisco conduziu negociações de paz com o Presidente Petro durante um ano, mas abandonou-as em 2024, intensificando a luta contra o Estado.

Leia Também: Colômbia envia 25.000 soldados para região transfronteiriça com Venezuela

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