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Juíza dos EUA mantém ordem de suspensão de 'Alcatraz dos Jacarés'

A juíza federal Kathleen Williams rejeitou hoje o pedido da administração do presidente norte-americano, Donald Trump, para suspender uma decisão anterior que determinava o desmantelamento do centro de detenção de imigrantes na Florida, conhecido como "Alcatraz dos Jacarés".

Juíza dos EUA mantém ordem de suspensão de 'Alcatraz dos Jacarés'

© Joe Raedle/Getty Images

Lusa
28/08/2025 22:26 ‧ há 3 horas por Lusa

Mundo

EUA

O Departamento de Segurança Interna tinha pedido para suspender a medida, argumentando que esta iria perturbar a capacidade do Governo federal de fazer cumprir as leis de imigração, caso fosse aplicada.

 

No entanto, Williams reiterou que a sua decisão, emitida na semana passada, deve ser cumprida no prazo de 60 dias, altura em que as operações no controverso centro "Alligator Alcatraz" ("Alcatraz dos Jacarés"), construído em tempo recorde numa antiga pista de aterragem no meio das zonas húmidas de Everglades, um parque nacional no norte da Florida, devem cessar.

"O projeto estava a afetar negativamente o meio ambiente, era controlado em grande parte pelo Governo federal e os requerentes não realizaram qualquer análise ambiental antes de construir e colocar em funcionamento a instalação", reiterou a juíza na sua decisão, de acordo com os registos do tribunal aos quais a agência noticiosa espanhola EFE teve acesso.

A magistrada esclareceu ainda que a ordem inclui "aqueles que atuam em concertação ou participação ativa com o estado da Florida ou com os arguidos federais ou com os seus funcionários, agentes ou empregados".

Esta semana, no entanto, o diretor da Gestão de Emergências da Florida, Kevin Guthrie, confirmou que as instalações, inauguradas a 01 de julho por Trump, estarão em breve vazias.

O centro "terá em breve zero detidos", disse.

A juíza federal Kathleen Williams decidiu parcialmente a favor dos grupos ambientalistas Friends of The Everglades e Center for Biological Diversity, bem como da tribo Miccosukee, que apresentaram uma ação judicial exigindo o encerramento total e imediato do local por danificar os Everglades, uma área natural com 36 espécies endémicas ameaçadas de extinção, como panteras, cegonhas, jacarés e crocodilos.

A ordem proíbe a instalação de quaisquer infraestruturas adicionais, tais como tendas, dormitórios, edifícios ou escritórios, bem como a pavimentação, escavação ou vedação do local, e impede "a entrada de quaisquer pessoas adicionais no local que não estivessem já detidas no local no momento da ordem".

Entretanto, uma segunda ação judicial, interposta pela União Americana das Liberdades Civis (ACLU, na sigla inglesa) e outros grupos, alega "condições atrozes" no local, incluindo falta de água suficiente, infestações de mosquitos e acumulação de detritos após o transbordamento das casas de banho improvisadas nas tendas.

Esta segunda ação judicial refere também que a empresa que gere a concessão do centro de detenção, responsável por grande parte da operação logística do local, não tem autoridade legal para tratar da detenção de imigrantes.

O principal conselheiro para a área da imigração da Casa Branca (presidência norte-americana), Tom Homan, criticou a decisão da juíza federal, numa entrevista à estação Fox News.

"Acho que esta juíza não foi ao local para visitar as instalações, porque acho que a decisão é má", argumentou Tom Homan, defendendo as acomodações "limpas e bem conservadas" do centro. 

Leia Também: Tribunal dos EUA ordena paragem de obras na prisão 'Alcatraz dos Jacarés'

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