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Zelensky assina decreto para retirar Kyiv de convenção antiminas

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assinou hoje um decreto a solicitar a retirada de Kyiv da convenção internacional que proíbe as minas antipessoais, de acordo com um documento publicado pela presidência, após mais de três anos de invasão russa.

Zelensky assina decreto para retirar Kyiv de convenção antiminas

© FREDERICK FLORIN/AFP via Getty Images

Lusa
29/06/2025 14:47 ‧ há 2 meses por Lusa

Mundo

Ucrânia/Rússia

O documento indica que o líder ucraniano implementou a decisão do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, de hoje, de saída da Convenção sobre a Proibição do Uso, Armazenamento, Produção e Transferência de Minas Antipessoais e sobre a sua Destruição.

 

No entanto, existem ainda várias etapas a cumprir antes de uma retirada efetiva, desde logo o parlamento ucraniano tem de votar a favor da decisão e, em seguida, Kiev deve notificar a ONU.

A Convenção de Proibição de Minas, um tratado ratificado por mais de 30 países com o objetivo de eliminar a aquisição, produção, armazenamento e utilização destas armas, está atualmente em risco devido ao avanço da invasão russa da Ucrânia.

Outros países da região, como a Polónia, a Letónia, a Estónia e a Finlândia, também procuram retirar-se desta convenção para garantir a segurança das suas fronteiras contra possíveis agressões.

Estes países, que partilham a fronteira com a Rússia e são membros da NATO, insistem que a convenção limita as suas capacidades de defesa numa altura de grande instabilidade geopolítica.

Também conhecido por Tratado de Otava, mais de 160 países assinaram o compromisso, que não restringe o uso de minas antitanque, sendo a sua utilização regulada por outros tratados internacionais.

A maioria dos países africanos e asiáticos assinou o acordo, embora grandes potências como a Rússia, a China, a Índia, os Estados Unidos e Israel se tenham mantido de fora, uma decisão criticada em diversas ocasiões por organizações de defesa dos direitos humanos.

Mais de 50 países são afetados por minas, estando a Ucrânia no topo da lista.

A Amnistia Internacional sublinhou que estas minas são engenhos que explodem indiscriminadamente e de modo impreciso e são concebidos para detonar quando alguém se aproxima delas, ameaçando as populações civis, incluindo crianças.

Leia Também: Último ataque russo prova "urgência de novas sanções" contra Moscovo

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