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Guterres pede paz que respeite "integridade territorial" da Ucrânia

O secretário-geral das Nações Unidas apelou hoje a uma paz "justa" na Ucrânia que respeite a "integridade territorial" do país, na véspera da votação na ONU de um texto proposto pelos Estados Unidos que não menciona essa integridade.

Guterres pede paz que respeite "integridade territorial" da Ucrânia

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Lusa
23/02/2025 15:33 ‧ há 6 meses por Lusa

Mundo

ONU

"Na segunda-feira, 24 de fevereiro, assinalam-se três anos desde que a Federação Russa lançou a sua invasão em grande escala da Ucrânia, em clara violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional", recordou António Guterres, em comunicado.

 

"Nesta trágica ocasião, reafirmo a necessidade urgente de uma paz justa, duradoura e abrangente, uma paz que respeite plenamente a soberania, a independência e a integridade territorial da Ucrânia dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas, de acordo com a Carta das Nações Unidas, o direito internacional e as resoluções da Assembleia Geral", disse.

Guterres sublinhou que, oito décadas após o fim da Segunda Guerra Mundial, o conflito na Ucrânia "representa uma séria ameaça não só à paz e à segurança na Europa, mas também aos princípios básicos e fundamentais das Nações Unidas".

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) saudou ainda "todos os esforços" para alcançar uma paz "justa e inclusiva".

A declaração surge numa altura em que os Estados Unidos, sob a administração do Presidente Donald Trump, aumentam a pressão sobre Kiev e querem que a Assembleia-Geral da ONU e o Conselho de Segurança votem na segunda-feira um texto que pede um "fim rápido" do conflito na Ucrânia, mas sem mencionar a integridade territorial do país.

A Ucrânia e os europeus, por sua vez, devem submeter à votação da Assembleia um texto que mais uma vez apela à retirada imediata e incondicional das tropas russas da Ucrânia e à cessação dos ataques da Rússia ao país.

Este apelo é semelhante a anteriores resoluções da Assembleia da ONU adotadas desde 2022 por uma esmagadora maioria dos Estados-membros, com o apoio dos Estados Unidos quando era Presidente Joe Biden.

A guerra na Ucrânia pôs a nu a incapacidade da ONU de desempenhar um papel relevante nesse conflito, uma vez que a Rússia impediu o Conselho de Segurança de aprovar uma resolução para pôr fim à guerra com o seu direito de veto.

Leia Também: Zelensky disposto a deixar presidência "pela paz da Ucrânia"

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