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EUA defendem dois lugares permanentes para África no Conselho da ONU

Os Estados Unidos da América anunciaram hoje o seu apoio à criação de dois lugares permanentes no Conselho de Segurança das Nações Unidas para os países africanos, mas sem direito de veto.

EUA defendem dois lugares permanentes para África no Conselho da ONU

© Getty Images

Lusa
12/09/2024 20:31 ‧ há 11 meses por Lusa

Mundo

EUA

"Os Estados Unidos [da América] apoiam a criação de dois lugares permanentes para África no Conselho [de Segurança]", declarou a embaixadora dos EUA na ONU, Linda Thomas-Greenfield, numa conferência organizada pelo Conselho de Relações Externas.

 

Em setembro de 2022, num discurso proferido na Assembleia Geral da ONU, o Presidente norte-americano, Joe Biden, deu um novo impulso às discussões sobre a reforma do Conselho, apoiando a exigência de lugares permanentes para África e América Latina, sem especificar mais nada na altura.

O Conselho de Segurança é composto por 15 membros: cinco membros permanentes (Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia) que detêm o direito de veto, e dez eleitos por mandatos de dois anos para representar as diferentes regiões geográficas, incluindo três para África.

"O problema é que estes lugares eleitos não permitem que os países africanos contribuam com o seu conhecimento e voz para os trabalhos do Conselho", afirmou Linda Thomas-Greenfield.

A embaixadora norte-americana defendeu também um lugar não permanente para os pequenos Estados insulares em desenvolvimento, sem especificar o número total de membros permanentes e não permanentes que o Conselho poderia ter.

Embora a maioria dos Estados membros da ONU reconheça a injustiça da representação no Conselho de Segurança, em grande parte herdada da era pós-Segunda Guerra Mundial, a questão da sua reforma é complexa e o resultado é incerto, dadas as diferentes opiniões sobre a sua futura composição e o futuro do direito de veto.

Esta reforma exigiria a adoção e depois a ratificação por dois terços dos 193 Estados-Membros, incluindo os cinco membros permanentes do Conselho.

Um dos pontos mais sensíveis é o futuro do direito de veto dos membros permanentes.

"Já dissemos no passado que não apoiamos a extensão do direito de veto e não apoiamos a abolição do direito de veto, e essa posição não mudou", declarou um alto funcionário dos EUA.

Leia Também: Guterres pede investigação e responsabilização após ataque a escola em Gaza

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