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Acordo bipartidário no Senado dos EUA aprova aumento de gastos de defesa

O Senado dos EUA deverá procurar um aumento de gastos em defesa para o próximo ano de cerca de 3,4%, bem como um aumento de 2,7% para programas não relacionados à defesa, após um acordo bipartidário revelado terça-feira.

Acordo bipartidário no Senado dos EUA aprova aumento de gastos de defesa
Notícias ao Minuto

07:00 - 10/07/24 por Lusa

Mundo EUA

No ano passado, um acordo alcançado pelo Presidente Joe Biden e pelo então líder da Câmara de Representantes Kevin McCarthy determinara que os gastos deveriam aumentar 1% para programas de defesa e de não-defesa no ano fiscal de 2025.

Contudo, nessa altura, vários senadores denunciaram que aquele aumento não acompanharia a inflação e equivaleria a um corte real em muitos programas.

O acordo bipartidário do Senado revelado agora fornecerá mais 13,5 mil milhões de dólares (cerca de 12,5 mil milhões de euros) em financiamento de emergência para programas não relacionados com a defesa e mais 21 mil milhões de dólares (cerca de 19,5 mil milhões de euros) para programas de defesa, em comparação com o acordo Biden-McCarthy.

Os republicanos da Câmara de Representantes defendem um caminho mais austero, permitindo um aumento de 1% para a defesa, mas com cortes significativos para os setores não relacionados à defesa, chegando a um corte de cerca de 6% em média, embora alguns programas fossem cortados muito mais e algumas prioridades do Partido Republicano mantidos intactos.

Enquanto alguns senadores republicanos pediam mais gastos com a defesa, os democratas insistiram num tratamento semelhante para programas não relacionados com a defesa.

A Câmara de Representantes -- onde os republicanos têm maioria - tem agido mais rapidamente em matéria de gastos do que o Senado.

Até agora, foram aprovados quatro dos 12 projetos de lei de gastos anuais, enquanto o Senado ainda não aprovou nenhum.

No entanto, todos os quatro projetos de lei da Câmara de Representantes provocaram ameaças de veto por parte da Casa Branca, ao mesmo tempo que atraíram a oposição dos democratas, eliminando qualquer hipótese de serem aprovados no Senado (onde os democratas estão em maioria).

Esta situação faz antever um conflito político prolongado, que pode durar meses e que provavelmente exigirá um ou mais projetos de lei provisórios para manter o Governo federal em funcionamento.

Com as eleições presidenciais de novembro a obrigar vários congressistas a passar tempo longe de Washington, não se espera que o Congresso conclua os projetos de lei de gastos finais antes do final do ano.

A aprovação final também poderá vir a ser adiada para o próximo ano, no cenário de um dos partidos conseguir, em simultâneo, ganhar a Casa Branca e ambas as câmaras do Congresso, o que lhe permitiria mais capacidade de influência nas negociações.

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