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NATO assina contrato de 647 milhões para mísseis norte-americanos Stinger

A NATO assinou hoje um contrato de cerca de 700 milhões de dólares (647,4 milhões de euros) para a produção de mais mísseis Stinger, enquanto 22 aliados, incluindo Portugal, firmaram uma carta de intenções para fortalecer a cibersegurança.

NATO assina contrato de 647 milhões para mísseis norte-americanos Stinger
Notícias ao Minuto

20:25 - 09/07/24 por Lusa

Mundo NATO

O secretário-geral cessante da NATO, Jens Stoltenberg, anunciou o contrato em Washington, onde se mostrou focado em aumentar as capacidades de fabricação de defesa dos Estados-Membros da Aliança Atlântica, para impedir ataques futuros.

"Não há como fornecer uma defesa forte sem uma indústria de defesa forte", disse Stoltenberg.

O Stinger é um sistema de defesa aérea portátil que pode ser carregado e disparado por tropas ou montado num veículo e usado como defesa de curto alcance contra aeronaves. O sistema produzido pela Raytheon foi uma das primeiras armas que os Estados Unidos enviaram para a Ucrânia após a invasão da Rússia em 2022.

De acordo com a NATO, 22 aliados - incluindo Portugal - também assinaram uma carta de intenções para o 'software Allied for Cloud and Edge' (ACE), "uma nova atividade de aquisição multinacional que irá revolucionar as operações Aliadas, fornecendo elementos-chave da espinha dorsal digital de toda a Aliança".

Ao integrar soluções de 'software' aliadas com tecnologias de 'nuvem' de última geração e tecnologias de computação de ponta, o ACE visa melhorar a eficiência operacional, garantindo comunicações unificadas e permitindo a partilha contínua de dados nos domínios de operação terrestre, aéreo, marítimo, espacial e ciberespacial.

Além de Portugal, os aliados que assinaram a carta de intenção são o Canadá, República Checa, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega, Polónia, Roménia, Espanha, Suécia, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.

A cimeira da NATO, que arranca hoje em Washington, decorre num cenário de incerteza: as divisões políticas dos Estados Unidos atrasaram o envio de armas para a Ucrânia por meses e a próxima eleição presidencial está a levantar preocupações sobre a continuidade do apoio a Kiev e e à Aliança Atlântica.

O secretário-geral da NATO traçou três tópicos centrais para a Cimeira de Washington: impulsionar a defesa dos Estados membros e a dissuasão aliadas; apoiar os esforços da Ucrânia para se defender, que apontou como "a tarefa mais urgente" da Aliança Atlântica; e continuar a fortalecer as parcerias globais da NATO "especialmente no Indo-Pacífico", tendo convidado para a reunião os líderes da Austrália, Japão, Nova Zelândia e da Coreia do Sul.

O pacote de apoio à Ucrânia - que deverá fixar uma ajuda anual dos aliados de 40 mil milhões de euros por ano -- implicará ainda que a NATO assuma a tarefa de coordenar a ajuda militar que este país recebe para se defender da invasão russa, bem como as iniciativas de treino das suas forças, através de um comando liderado por um general de três estrelas e com cerca de 700 pessoas a trabalhar numa sede da NATO na Alemanha.

Leia Também: NATO. Rússia vai acompanhar com atenção os trabalhos da cimeira

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