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ONU saúda fim da detenção de fundador da WikiLeaks

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) congratulou-se hoje com o fim da detenção do fundador da WikiLeaks Julian Assange no Reino Unido.

ONU saúda fim da detenção de fundador da WikiLeaks
Notícias ao Minuto

10:35 - 25/06/24 por Lusa

Mundo WikiLeaks

"Congratulamo-nos com a libertação de Julian Assange (...) e com os progressos significativos registados no sentido de uma resolução definitiva deste caso, sem mais detenções", disse a porta-voz do ACNUDH Elizabeth Throssel à agência francesa AFP.

Assange estava hoje a caminho de uma audiência num tribunal federal norte-americano nas Ilhas Marianas, de onde se espera que saia em liberdade, depois de ter chegado a um acordo com o sistema judicial dos Estados Unidos.

Throssel disse que o caso Assange "levantou uma série de questões relacionadas com os direitos humanos" e que a sua detenção "cada vez mais prolongada" também suscitou preocupações.

"Vamos continuar a acompanhar os desenvolvimentos nos próximos dias", acrescentou a porta-voz em Genebra, Suíça.

Assange é agora acusado de "conspiração para obter e divulgar informações relacionadas com a defesa nacional".

De acordo com os documentos do tribunal norte-americano, deverá declarar-se culpado apenas desta acusação e ser condenado a 62 meses de prisão, uma pena já cumprida em prisão preventiva em Londres.

A decisão permitirá a Assange regressar à Austrália.

A mulher de Assange, Stella Assange, disse hoje à estação britânica BBC que o fundador da WikiLeaks será um homem livre assim que o acordo de confissão de culpa for validado pelos tribunais norte-americanos.

"Há um acordo de princípio entre Julian e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que tem de ser validado por um juiz nas Ilhas Marianas, um território norte-americano no Pacífico", disse Stella Assange.

O australiano de 52 anos "será um homem livre assim que o acordo for validado pelo juiz", o que acontecerá na quarta-feira, acrescentou.

Os Estados Unidos estavam a processar Assange por ter divulgado, a partir de 2010, mais de 700.000 documentos confidenciais sobre as atividades militares e diplomáticas norte-americanas, nomeadamente no Iraque e no Afeganistão.

Assange estava detido no Reino Unido desde 2019, após sete anos de reclusão na embaixada do Equador em Londres, onde se refugiou para evitar ser extraditado para a Suécia num processo em que era acusado de violação.

Com sede na Suécia, a WikiLeaks foi fundada em 2006 e distinguiu-se por divulgar documentos confidenciais obtidos de fontes anónimas.

Leia Também: Líderes de esquerda demonstram satisfação pela libertação de Assange

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