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Milhares de feministas manifestaram-se contra extrema-direita em França

Dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se hoje em Paris e noutras localidades francesas, para denunciar o perigo para os direitos das mulheres que representaria uma vitória da extrema-direita, uma semana antes das legislativas antecipadas, segundo associações e sindicatos.

Milhares de feministas manifestaram-se contra extrema-direita em França
Notícias ao Minuto

20:10 - 23/06/24 por Lusa

Mundo França

Na capital francesa, segundo estimativa dos organizadores, "75 mil pessoas" marcharam a pedido de mais de 200 associações, organizações não-governamentais (ONG) e sindicatos.

No resto da França, foram contabilizados 14 mil manifestantes em 41 concentrações, segundo uma fonte policial, citada pela agência France-Presse.

Associações feministas, sindicatos e ONG denunciam o "feminismo de fachada" da extrema-direita, acusações rejeitadas pela União Nacional (RN, na sigla em francês), que critica as "caricaturas".

"Quando vejo a história do partido, não podemos dizer que defende as mulheres. Devemos lembrar que foram eles que falaram do aborto de conforto, que atacam constantemente o 'Planning Familial' [Planeamento Familiar]", associação que luta pelo direito à contraceção e ao aborto, denunciou Morgane Legras, 28 anos, ativista e engenheira nuclear, na marcha em Paris.

Stéphanie, de 51 anos, que "nunca costuma manifestar-se", mobilizou-se face a "uma ameaça real".

O "alerta feminista" foi materializado simbolicamente por um alarme e apitos acionados pelas manifestantes, muitas vestidas de roxo, cor emblemática do feminismo.

"Cada vez que a extrema-direita chega ao poder em algum lugar, ataca o direito ao aborto, não vejo por que haveria uma exceção francesa", disse a presidente da 'Planning Familial, Sarah Durocher, à comunicação social.

Destacada nas sondagens, a RN denunciou esta semana "caricaturas" e "mentiras". Num vídeo dirigido a "todas as mulheres em França", o seu presidente, Jordan Bardella, acusou na terça-feira "a extrema-esquerda" de "assumir o monopólio dos direitos das mulheres".

O partido é atualmente liderado por Jordan Bardella, mas mantém presente a figura de Marine Le Pen, considerada a líder da extrema-direita francesa.

Uma sondagem divulgada na sexta-feira atribui à União Nacional 250 a 300 deputados na futura Assembleia Nacional (câmara baixa do parlamento francês), o que representaria um cenário entre a maioria relativa e a maioria absoluta (289 mandatos).

A decisão de Macron de convocar eleições legislativas antecipadas após o fracasso do seu partido, Renascimento, nas eleições europeias em 09 de junho contra a União Nacional, que obteve o dobro dos votos, foi criticada até dentro do seu campo político.

Leia Também: Scholz preocupado com uma possível vitória da extrema-direita em França

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