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Okinawa pede redução de bases norte-americanas no arquipélago japonês

O arquipélago japonês de Okinawa pediu hoje a redução das bases militares norte-americanas na região, no dia em que assinala o 79.º aniversário da batalha que travou com os Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial.

Okinawa pede redução de bases norte-americanas no arquipélago japonês
Notícias ao Minuto

07:26 - 23/06/24 por Lusa

Mundo Japão

"Para alcançar a ilha de paz que o povo de Okinawa deseja, as bases militares americanas devem ser reorganizadas e reduzidas", disse o governador de Okinawa, Denny Tamaki, de acordo com a emissora estatal NHK.

Tamaki e o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, participaram na cerimónia de aniversário, realizada em Itoman, cidade situada no sul da ilha principal de Okinawa e palco do fim da batalha.

"Durante a última guerra, Okinawa foi palco de uma batalha horrível. A eliminação das bombas não deflagradas e a recolha dos destroços ainda estão em curso. É nossa responsabilidade transmitir a trágica realidade da batalha de Okinawa e o valor da paz à próxima geração", disse Kishida.

Em 2023, o gabinete de Kishida enviou mais elementos das Forças de Auto-Defesa japonesas na ilha de Ishigaki, face às crescentes tensões em Taiwan.

A medida suscitou críticas e preocupações entre a população local, que receia que o arquipélago possa vir a ser palco de um novo confronto.

A Batalha de Okinawa foi a única invasão terrestre do Japão pelos EUA durante a Segunda Guerra Mundial e teve lugar poucos meses antes da rendição nipónica, dias depois do lançamento das bombas atómicas em Hiroshima e Nagasaki.

O sangrento confronto durou três meses e custou a vida a um em cada quatro residentes do arquipélago, cerca de 94 mil no total.

As autoridades locais aproveitam frequentemente o aniversário para sublinhar o pesado fardo que carrega o pequeno arquipélago, onde estão localizadas cerca de 75% das instalações militares dos EUA no Japão.

As bases militares, que ocupam um quinto da superfície da ilha principal, foram construídas em terrenos expropriados durante o período de ocupação norte-americana, que durou até 1972, duas décadas mais do que no resto do país asiático.

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