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"Muito necessário". NATO aplaude venda de mísseis Patriot pela Roménia

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, celebrou quinta-feira o anúncio da Roménia de que enviará mísseis Patriot para a Ucrânia, considerando que isso é "muito necessário" para reforçar as defesas aéreas de Kyiv.

"Muito necessário". NATO aplaude venda de mísseis Patriot pela Roménia
Notícias ao Minuto

06:15 - 21/06/24 por Lusa

Mundo Ucrânia

"Acolho com satisfação a decisão da Roménia de proporcionar um sistema Patriot, muito necessário à Ucrânia para que possa defender melhor o seu espaço aéreo e o seu povo da agressão russa", escreveu Stoltenberg num breve comunicado citado pela agência espanhola de notícias, a EFE.

O responsável tem vindo a insistir na urgência de os aliados disponibilizarem o mais rapidamente possível sistemas de defesa aérea à Ucrânia para que o país possa responder aos ataques russos.

A Ucrânia precisa destes sistemas principalmente para proteger objetivos civis, incluindo as centrais nucleares energética.

A Roménia anunciou hoje o envio de um sistema de defesa aérea Patriot para a Ucrânia para ajudar o país vizinho a proteger-se dos ataques russos, uma decisão imediatamente saudada pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

"Perante a deterioração acentuada da situação de segurança na Ucrânia (...), os membros do Conselho Superior de Defesa Nacional decidiram, em estreita coordenação com os Aliados, doar um sistema Patriot à Ucrânia", disse o conselho romeno num comunicado.

A Roménia disse estar a negociar com os parceiros da NATO, em particular com os Estados Unidos, a obtenção de "um sistema semelhante capaz de proteger o seu espaço aéreo", segundo a agência francesa AFP.

Até isso acontecer, pretende encontrar "uma solução temporária", acrescentou Bucareste.

Seria "inaceitável deixar a Roménia sem qualquer meio de defesa aérea", advertiu o Presidente romeno, Klaus Iohannis, no início de maio, durante um encontro em Washington com o homólogo norte-americano, Joe Biden.

O sistema norte-americano Patriot, concebido em 1965 para proteger contra aviões inimigos, foi progressivamente adotado pelas forças armadas de vários países da NATO (sigla inglesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Perante os apelos de Kyiv, muitos aliados têm-se mostrado reticentes em ceder os Patriots com o argumento de que precisam dos sistemas para proteger os respetivos territórios.

Na Europa, apenas a Alemanha respondeu ao apelo da Ucrânia, prometendo, em meados de abril, enviar uma terceira bateria de Patriots.

Desde o início da ofensiva russa na Ucrânia, em fevereiro de 2022, Bucareste tem apoiado Kyiv, embora sem precisar o tipo de ajuda militar prestada, alegando razões de segurança.

A Roménia também acolhe um centro para formar pilotos ucranianos para os caças F-16, localizado a cerca de 150 quilómetros a leste de Bucareste.

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