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Israel mata palestiniano de 15 anos e detém 20 pessoas na Cisjordânia

As autoridades palestinianas adiantaram hoje que um adolescente palestiniano de 15 anos morreu depois de ter sido baleado pelas forças israelitas, que detiveram ainda 20 pessoas em diferentes cidades no território da Cisjordânia ocupada.

Israel mata palestiniano de 15 anos e detém 20 pessoas na Cisjordânia
Notícias ao Minuto

22:57 - 20/06/24 por Lusa

Mundo Israel/Palestina

O jovem foi baleado no peito durante uma operação militar na área de Sufin, a leste da cidade de Qalqilya (noroeste da Cisjordânia) e foi transportado para o hospital, de acordo com o Ministério da Saúde palestiniano, que acrescentou que o adolescente morreu mais tarde.

Fonte do Exército israelita referiu à agência Efe que um grupo de desordeiros atirou pedras e garrafas de vidro contra os soldados, que "responderam com disparos".

A comunicação social local noticiou que a polícia de fronteira procurava o autor de um assalto, que deixou um idoso gravemente ferido, quando houve confrontos com a população e os agentes dispararam.

Desde a manhã de hoje a polícia de fronteira e os serviços secretos detiveram nove pessoas que eram procuradas, confiscaram armas e 50 veículos e interrogaram suspeitos em toda a Cisjordânia, revelou o Exército israelita em comunicado.

As forças israelitas realçaram que já realizaram 4.150 detenções "de interesse" na Cisjordânia desde o início da guerra em Gaza, sendo que 1.750 pessoas são suspeitas de terem ligações ao movimento islamita palestiniano Hamas.

Já fontes palestinianas relataram hoje um total de 20 detenções em toda a Cisjordânia, incluindo crianças, acrescentando que decorreram operações policiais -- com tanques militares e cães -- também nas cidades de Belém, Betunia ou Dura.

Segundo dados da ONG palestiniana Prisoners Club, há mais de 9.300 palestinianos detidos desde 07 de outubro, sem contar os que se encontram em prisão domiciliária ou os que foram levados para postos de controlo militares.

A Cisjordânia ocupada está a viver a sua maior espiral de violência desde a Segunda Intifada (2000-05), e até agora, em 2024, pelo menos 219 palestinianos foram mortos pelas forças israelitas, a maioria alegados militantes ou agressores, mas também civis, incluindo cerca de 43 menores, segundo contagem da Efe, depois de 2023 ter sido o ano mais mortífero em duas décadas, com mais de 520 mortes.

Desde o ataque do Hamas em 07 de outubro, a repressão aumentou e, desde então, pelo menos 545 palestinianos morreram na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, em incidentes com tropas, e uma dúzia destes nas mãos de colonos.

Do lado israelita, catorze pessoas morreram em 2024: doze em nove ataques palestinianos, seis militares uniformizados e seis civis (cinco destes colonos residentes na Cisjordânia), bem como uma militar em Jenin que detonou um explosivo com o seu veículo e um agente da polícia durante uma operação em Tulkarem.

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