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Hezbollah reivindica bombardeamento contra norte de Israel

O movimento xiita Hezbollah anunciou hoje que bombardeou o norte de Israel, em retaliação pela morte de um dos seus combatentes num ataque israelita no sul do Líbano, um dia após um discurso intimidatório do seu líder, Hassan Nasrallah.

Hezbollah reivindica bombardeamento contra norte de Israel
Notícias ao Minuto

15:39 - 20/06/24 por Lusa

Mundo Tensão no Médio Oriente

Em comunicado, a formação libanesa aliada do Irão indicou que lançou "dezenas de foguetes Katyusha" contra uma posição militar no norte de Israel.

Segundo o Hezbollah, o ataque foi uma "retaliação ao assassínio perpetrado pelo inimigo na aldeia de Deir Kifa" de um dos seus combatentes.

O Exército israelita confirmou que eliminou um combatente do Hezbollah num "ataque direcionado", acrescentando que era um comandante local do grupo.

Israel também disse ter como alvo um lançador de mísseis terra-ar que "constituía uma ameaça às aeronaves que operavam sobre o Líbano na região de Rihane".

Na quarta-feira, Nasrallah advertiu que "nenhum lugar" em Israel seria poupado dos mísseis do seu grupo armado se os líderes de Telavive levassem a cabo as suas ameaças de atacar o Líbano.

Também lançou pela primeira vez avisos ao Chipre, dizendo que tem informações segundo as quais este país da União Europeia, próximo da costa do Médio Oriente, abriria "aeroportos e bases" a Israel num eventual ataque contra o Líbano.

A guerra devastadora na Faixa de Gaza, que eclodiu após um ataque sem precedentes do grupo islamita palestiniano Hamas a Israel em 07 de outubro, levou à violência diária na fronteira israelo-libanesa.

Na terça-feira, o Exército israelita anunciou que "os planos operacionais para uma ofensiva no Líbano" foram validados, à medida que a violência se intensificava.

Após as ameaças do líder do Hezbollah contra Chipre, o Ministério dos Negócios Estrangeiros libanês afirmou hoje que "as relações entre o Líbano e Chipre são baseadas numa rica história de cooperação diplomática".

Os contactos e consultas continuam entre os dois países "ao mais alto nível", referiu um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Mais de oito meses de violência entre o Hezbollah e o Exército israelita nas zonas fronteiriças deixaram pelo menos 479 mortos no Líbano, na maioria combatentes do Hezbollah, segundo uma contagem da agência France-Presse.

Do lado israelita, pelo menos 15 soldados e 11 civis foram mortos, de acordo com dados de Telavive.

Leia Também: "Nenhum local" de Israel será poupado em caso de guerra, diz Hezbollah

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