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Ucrânia. Biden sem "estratégia" e Trump "não se sabe o que vai fazer"

O antigo representante especial dos EUA para as negociações com a Ucrânia Kurt Volker lamentou hoje a falta de uma estratégia do Presidente Joe Biden para acabar com o conflito, enquanto Donald Trump representa incerteza. 

Ucrânia. Biden sem "estratégia" e Trump "não se sabe o que vai fazer"
Notícias ao Minuto

14:58 - 20/06/24 por Lusa

Mundo Guerra na Ucrânia

Londres, 20 jun 2024 (Lusa) - O antigo representante especial dos EUA para as negociações com a Ucrânia Kurt Volker lamentou hoje a falta de uma estratégia do Presidente Joe Biden para acabar com o conflito, enquanto Donald Trump representa incerteza. 

"Se o Presidente Biden for reeleito, já sabemos o que vamos ter. Teremos ajuda, muita ajuda, apoio, mas não uma estratégia e não o suficiente para ajudar a Ucrânia a ganhar", afirmou durante a Conferência de Londres do Instituto de Relações Internacionais britânico Chatham House. 

Volker, que ocupou aquele cargo entre 2017 e 2019, após a anexação ilegal da Crimeia em 2014, mas antes da invasão militar em grande escala da Ucrânia pela Rússia em 2022, reconheceu que os EUA têm sido "lentos" no envio de armas e continuam a impor restrições sobre o uso. 

"Não é uma estratégia para vencer", criticou, durante uma mesa redonda intitulada: "Ucrânia e Segurança Europeia: unidade até ao fim?".

Sobre a eventual reeleição de Donald Trump como Presidente norte-americano nas eleições de novembro, Volker afirmou: "Simplesmente não sabemos o que vai fazer". 

O antigo embaixador norte-americano na NATO (2008-9) lembrou que Trump repôs sanções ao Irão em 2018 e impôs várias medidas duras contra a Rússia, incluindo o encerramento do consulado russo em São Francisco, em 2017, e sanções contra a construção do gasoduto germano-russo Nord-Stream em 2019. 

"Portanto, há algumas coisas que são encorajadoras", vincou. 

Para este antigo diplomata, é necessário um plano para derrotar o que classificou de "Putinismo", mas a falta de decisões concretas nas várias conferências recentes sobre a Ucrânia em Berlim e na Suíça e também no G7 resultou num "verão de oportunidades perdidas". 

"Não vamos ter um plano para o resto do ano. Vamos ter eleições por todo o lado, em França, no Reino Unido, nos Estados Unidos. Acabámos de ter as eleições europeias. Toda a gente prefere manter isto fechado numa caixa em vez de enfrentar o desafio", explicou. 

Para a antiga alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros (2009-2014), Catherine Ashton, as conferências internacionais servem para discutir ideias sobre possíveis negociações de paz.

"Podemos definir a vitória de muitas maneiras diferentes. Mas deve ser o povo da Ucrânia a decidir a direção que deseja seguir", vincou Ashton, devendo os aliados trabalhar para que Kiev o faça "a partir de uma posição de força máxima".

No mesmo evento, a deputada ucraniana, Maria Ionova, reiterou a necessidade de o país receber mais armas mais modernas e mais depressa porque "os melhores negociadores são os soldados ucranianos". 

"A guerra a longo prazo pode ser muito confortável para Putin, mas não para todos nós, porque a Ucrânia está a pagar um preço muito elevado", referiu, desafiando os líderes ocidentais a "não terem medo de tomar decisões firmes". 

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