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UNOPS estima necessidade de "reconstrução em larga escala" em Gaza

O diretor-executivo do Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos (UNOPS) estimou hoje que a necessidade de uma "reconstrução em larga escala" em Gaza, devido ao atual conflito.

UNOPS estima necessidade de "reconstrução em larga escala" em Gaza
Notícias ao Minuto

11:26 - 17/06/24 por Lusa

Mundo Israel/Palestina

"Em Gaza vai ser preciso uma reconstrução de larga escala, 80% das casas foram destruídas. Neste momento, apenas 14 dos 36 hospitais estão parcialmente em funcionamento, 82% da população não tem acesso à água potável", disse Jorge Moreira da Silva, questionado pela Lusa após uma reunião em Maputo com a ministra dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Verónica Macamo.

Jorge Moreira da Silva, que iniciou hoje uma visita de quatro dias a Moçambique para conhecer os projetos que estão a ser implementados pela UNOPS em Cabo Delgado, esteve recentemente em Gaza e descreveu a situação provocada pelo conflito com Israel: "Todas as infraestruturas, sejam as infraestruturas sociais, hospitais, escolas, energia, estradas, está tudo destruído, seja a componente de bem-estar social, precisam de um esforço muito, muito grande".

A UNOPS é apontada como a agência de engenharia das Nações Unidas, concretizando projetos e estratégias previamente definidas.

A guerra em curso entre Israel e o Hamas foi desencadeada por um ataque sem precedentes do grupo islamita palestiniano em solo israelita, em 07 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos e mais de duas centenas de reféns, segundo as autoridades israelitas.

Em represália, Israel lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza que já provocou mais de 37 mil mortos, de acordo com o Hamas, que controla o território desde 2007.

Além destas mortes, mais de 520 palestinianos foram mortos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental pelas forças israelitas ou em ataques de colonos.

O conflito causou também quase dois milhões de deslocados, mergulhando o enclave palestiniano sobrepovoado e pobre numa grave crise humanitária, com mais de 1,1 milhões de pessoas numa "situação de fome catastrófica" que está a fazer vítimas - "o número mais elevado alguma vez registado" pela Organização das Nações Unidas (ONU) em estudos sobre segurança alimentar no mundo.

Apesar deste cenário, o também subsecretário-geral das Nações Unidas alertou que, por existir "uma crise tão grande como aquela que ocorre em Gaza ou na Ucrânia", isso "não deve servir de desculpa" para se deixar de "olhar" para "outras crises que de repente se estão a tornar esquecidas".

"Eu fui ao Afeganistão há duas semanas, precisamente para que a comunidade internacional não se esqueça que há uma crise que continua no Afeganistão. (...) E vou a Pemba amanhã para que a comunidade internacional não se esqueça que ainda há uma situação que precisa de apoio (...) e que o facto de ter desaparecido o debate internacional não significa que o tema tenha desaparecido", apontou.

O responsável defendeu a necessidade de dar visibilidade a "contextos que, de repente, desapareceram do debate internacional", também pelos "bons resultados" no terreno.

"Eu vou a Pemba [Cabo Delgado, norte de Moçambique] para ver os bons resultados. O multilateralismo funciona. E é importante que, quando as coisas funcionam, quando houve esta parceria tão boa entre o Governo de Moçambique, o Banco Mundial e as Nações Unidas, a UNOPS, é importante ver os resultados, comunicar os resultados para que a população, seja a de Pemba, seja os doadores, percebam que funciona", disse Jorge Moreira da Silva.

Por outro lado, sublinhou que com a "união" e o "alinhamento perfeito" entre "aqueles que desenham as políticas, aqueles que mobilizam os recursos financeiros e aqueles que concretizam" surgem "bons resultados", dando como exemplo o apoio que a UNOPS providencia às comunidades deslocadas de Cabo Delgado, vítimas da ameaça terrorista.

"Penso que isso está a acontecer em Pemba e, portanto, eu queria também sublinhar esta dimensão do bom resultado em Pemba e em Cabo Delgado desta parceria frutuosa entre Governo, Moçambique, Banco Mundial e UNOPS", concluiu.

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