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Guiné Equatorial critica PP espanhol por pedir apoio à oposição do país

O Governo da Guiné Equatorial repudiou uma petição do Partido Popular (PP) de Espanha que exige à liderança espanhola que apoie a oposição democrática do país africano e condene o regime de Obiang, no poder desde 1979.

Guiné Equatorial critica PP espanhol por pedir apoio à oposição do país
Notícias ao Minuto

06:31 - 17/06/24 por Lusa

Mundo Espanha

uma expressão clara da diplomacia hostil que o Partido Popular espanhol tem vindo a desenvolver em relação à Guiné Equatorial, dentro ou fora do Governo de Espanha, e um estímulo à continuidade e ao reforço da ingerência nos assuntos internos do nosso país por parte dos órgãos do Estado espanhol", afirmou no domingo, em comunicado, o gabinete de Informação e Comunicação Diplomática da Guiné Equatorial.

"A existência da oposição não requer qualquer ação estrangeira para procurar visibilidade, como sugere o Partido Popular espanhol", acrescentou.

O gabinete acusou ainda o PP de tentar apoiar "fugitivos da justiça equato-guineense condenados pelo envolvimento direto em crimes graves de rebelião, terrorismo ou o seu financiamento, com o objetivo de desestabilizar a Guiné Equatorial através de meios anticonstitucionais".

Além disso, o comunicado garante que o golpe de Estado falhado de 2004 "foi organizado em Espanha com o apoio e o financiamento, entre outros, do Governo espanhol presidido na altura por José María Aznar, simultaneamente presidente do Partido Popular".

A Guiné Equatorial é considerada pelas organizações de defesa dos direitos humanos um dos países mais corruptos e repressivos do mundo, de acordo com a agência de notícias EFE.

Teodoro Obiang, de 81 anos, governa o país com mão de ferro desde 1979, altura em que derrubou o tio Francisco Macías num golpe de Estado, sendo o Presidente há mais tempo no poder no mundo.

A Audiência Nacional de Espanha, tribunal com jurisdição em todo o território espanhol, apoia a continuação dos processos pendentes na investigação de um filho do Presidente da Guiné Equatorial e de dois membros do Governo pelo alegado sequestro e tortura de quatro opositores em novembro de 2019.

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