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Mulher condenada a perpétua por homicídio ilibada mais de 40 anos depois

Sandra Hemme, de 63 anos, foi condenada pela morte de Patricia Jeschke, funcionária de uma biblioteca em St. Joseph, no Missouri. Na altura do alegado crime, a mulher era doente psiquiátrica e incriminou-se a si própria em declarações à polícia.

Mulher condenada a perpétua por homicídio ilibada mais de 40 anos depois
Notícias ao Minuto

16:06 - 16/06/24 por Notícias ao Minuto

Mundo EUA

Uma mulher, natural do estado norte-americano do Missouri, foi condenada a prisão perpétua por um crime de homicídio ocorrido em 1980. Agora, mais de 40 anos depois, viu a sua sentença ser anulada após um juiz ter considerado que havia provas "claras e convincentes" da sua inocência.

Sandra Hemme, de 63 anos, foi condenada pela morte de Patricia Jeschke, funcionária de uma biblioteca em St. Joseph, no Missouri. Na altura do alegado crime, a mulher era doente psiquiátrica e incriminou-se a si própria em declarações à polícia.

Na sexta-feira, o juiz do condado de Livingston, Ryan Horsman, afirmou que as "provas ligam diretamente" o homicídio de Jeschke a um agente da polícia local, que foi preso mais tarde por um outro crime e morreu entretanto.

O corpo da bibliotecária foi encontrado rodeado de sangue, pela própria mãe, que decidiu entrar pela janela do seu apartamento após não ter notícias dela, a 13 de novembro de 1980. A vítima tinha as mãos atadas atrás das costas com um fio de telefone e um par de 'collants' enrolado à volta da garganta. O caso chocou os Estados Unidos. 

Segundo a Sky News, Sandra Hemme é a mulher norte-americana que esteve presa injustamente pelo maior período de tempo na história dos Estados Unidos. O juiz ordenou a libertação da mulher num prazo máximo de 30 dias, mas os seus advogados pediram que fosse libertada imediatamente. 

"Estamos gratos ao Tribunal por ter reconhecido a grave injustiça que a Sra. Hemme sofreu durante mais de quatro décadas", afirmaram os advogados. 

Numa petição entregue em tribunal, os advogados afirmaram que a suspeita, na altura com 20 anos, estava sedada de tal maneira que "não conseguia manter a cabeça direita" ou "articular nada para além de respostas monossilábicas" quando foi interrogada pela primeira vez sobre a morte.

Acusaram ainda as autoridades de terem ignorado as declarações "extremamente contraditórias" e descartado as provas que implicavam Michael Holman, um agente da polícia de 22 anos que tentou utilizar o cartão de crédito da vítima no dia em que o corpo foi encontrado. 

"Este Tribunal considera que as provas ligam diretamente Holman a este crime e ao local do homicídio", afirmou o juiz, frisando que "nenhuma prova, além das declarações pouco fiáveis da Sra. Hemme, a liga ao crime".

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