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Cimeira? "É um pequeno passo, o verdadeiro sucesso será o fim da guerra"

O comunicado final da Cimeira para a Paz da Ucrânia, que pede que "todas as partes" do conflito estejam envolvidas para se alcançar a paz, foi subscrito por 84 países.

Cimeira? "É um pequeno passo, o verdadeiro sucesso será o fim da guerra"

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou este domingo que a Cimeira para a Paz da Ucrânia "é um pequeno passo" neste processo. No entanto, "o verdadeiro sucesso será o fim da guerra".

"A Rússia fez tudo para que muitos dirigentes não estivessem aqui connosco, por isso, estou muito agradecido a todos aqueles que mostraram a sua posição de princípio, mostrando que eram dirigentes de países independentes e estiveram aqui de livre vontade", começou por dizer Zelensky numa conferência de imprensa em Bürgenstock, na Suíça.

"Esta conferência é um pequeno passo; o verdadeiro sucesso será o fim da guerra. Será mais do que sucesso, é uma oportunidade para conseguirmos sobreviver e viver a nossa vida", ressaltou ainda Zelensky.

Sobre o facto de o Brasil - assim como a Índia, África do Sul, Arménia, Barém, Indonésia, Líbia, Arábia Saudita, Tailândia, Emirados Árabes Unidos, México e as ausentes China e Rússia - não ter assinado o documento, o líder ucraniano afirmou que "tomou nota" e, apesar de se ter disponibilizado a chegar a uma "convergência", "a guerra não é uma divergência, é outra coisa".

"A Rússia está a ser um país de ocupação e está a fazê-lo contra outro país, no caso, a Ucrânia, que é uma vítima. Não há uma divergência de opiniões, nenhum mal entendido diplomático... É um caso bastante grave e com muitas vítimas. Não fomos nós que começámos esta guerra. A Ucrânia tem direito à sua independência, à integridade territorial do seu país e o sucesso desta cimeira passa também por todos terem reconhecido isso e foi um apoio robusto o que aconteceu aqui pela Ucrânia", declarou Zelensky, salientando que "quando o Brasil e a China subscreverem os princípios expressos pela comunidade internacional, deveremos então unir esforços de todo o mundo nesse sentido".

Questionado sobre quando é que a Rússia poderá vir a ser convidada para o processo de negociação de paz, o presidente ucraniano afirmou que o povo "precisa da paz" e que esta "é necessária para todo o mundo".

"Nós temos de fazer o nosso trabalho; não nos preocupemos, para já, com a Rússia. Faremos o que temos de fazer. De momento, a Rússia e os seus dirigentes não estão apostados na paz, esse é um facto. E as suas declarações são a prova disso. Para a Rússia, temos de abandonar territórios que são nossos para a paz. Isto não é aceitável", assentiu.

Neste sentido, o líder ucraniano afirmou que "muitos países defenderam que devia haver uma representação da Rússia", enquanto "a maioria dos países não queria apertar-lhes a mão e tinham opiniões diferentes". Além disso, acusou o país invasor de "bloquear todas as iniciativas" porque "não tinha interesse de acabar a sua invasão".

De recordar que o documento, que pede que "todas as partes" do conflito estejam envolvidas para se alcançar a paz, foi subscrito por 84 países, incluindo os da União Europeia, Estados Unidos da América, Japão, Argentina, Somália e Quénia.

O texto, citado pela agência France-Presse (AFP), reafirma "os princípios da soberania, da independência e da integridade territorial de todos os Estados, incluindo a Ucrânia", destacando que as centrais e estações nucleares ucranianas, incluindo a de Zaporíjia, devem funcionar de forma segura e protegida sob pleno controlo soberano da Ucrânia.

A segurança alimentar e a libertação dos prisioneiros de guerra também estão em foco no documento.

O comunicado conjunto encerrou uma conferência de dois dias na estância de Burgenstock, na Suíça, marcada pela ausência da Rússia, que não foi convidada, mas que muitos participantes esperavam que pudesse participar num roteiro para a paz.

Leia Também: Ucrânia. Líderes mundiais fazem balanço de cimeira e pedem fim da guerra

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