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"Posição de força" e "1.º passo". O que foi dito na Cimeira pela Ucrânia

A Cimeira para a Paz na Ucrânia junta representantes de perto de uma centena de países e organizações, mas não conta com a participação da Rússia nem da China. Este domingo, as expectativas estão centradas no conteúdo da declaração final a ser adotada.

"Posição de força" e "1.º passo". O que foi dito na Cimeira pela Ucrânia

A Cimeira para a Paz, que decorre entre este sábado e domingo, em Bürgenstock, na Suíça, visa debater um plano de paz para a Ucrânia com representantes de 92 governos e 55 líderes mundiais, na sequência da invasão da Rússia ao país há mais de dois anos. Este domingo, as expectativas estão centradas no conteúdo da declaração final que será adotada.

Neste sentido, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, manifestou-se convicto de que "vai ser feita história" na Cimeira para a Paz na Suíça, fazendo votos para que os esforços conjuntos a nível global garantam uma "paz justa tão cedo quanto possível" ao seu país.

Durante o discurso de abertura da Cimeira, o líder ucraniano disse estar "agradecido" pela presença dos líderes mundiais que estão envolvidos no início das "negociações para uma paz duradoura" na Ucrânia, ao mesmo tempo que declarou que o homólogo russo, Vladimir Putin, "tem de mudar o seu registo de ultimatos".

"Putin tem de mudar o seu registo de ultimatos para um registo de que a maioria do mundo quer, com uma paz justa", disse, durante o seu discurso de abertura, ao mesmo tempo que apontou que "se a Rússia estivesse interessada na paz, não haveria guerra".

"Se a Rússia estivesse interessada na paz, não haveria guerra"

O chefe de Estado ucraniano assegurou estar "agradecido a estes líderes que vieram até à Suíça para começar as negociações para uma paz duradoura", tendo recordado que "são centenas as pessoas que, infelizmente, foram afetadas por esta guerra".

Notícias ao Minuto com Lusa | 17:32 - 15/06/2024

Zelensky apontou ainda que a Ucrânia está disponível para "ouvir todas a propostas", pretendendo "apostar em três elementos essenciais do processo de fórmula para a paz", entre os quais está a "libertação de prisioneiros e de deportados, adultos e crianças, militares e civis, cujas vidas foram afetadas pela guerra".

"Um mundo unido é um mundo de paz", salientou o ucraniano.

"Primeiro passo", "posição de força" ou "mensagem clara". O que os líderes mundiais dizem sobre a Cimeira para a Paz?

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, destacou a forte e diversificada adesão de países e organizações à Cimeira para a Paz na Ucrânia, considerando que tal dá "um aspeto global muito importante" a este "primeiro passo" para o fim da guerra.

Essa convergência, em torno da "preocupação da paz e caminho para a paz", foi manifestada por países não só da União Europeia (UE) ou da NATO, "mas também do mundo árabe, do mundo africano e do mundo asiático", congratulou-se Marcelo Rebelo de Sousa, que constatou empenho de todos em "trabalhar para conclusões comuns" a serem adotadas no domingo.

Marcelo destaca

Marcelo destaca "aspeto global" de cimeira que é "1.º passo" para a paz

O Presidente português destacou hoje a forte e diversificada adesão de países e organizações à Cimeira para a Paz na Ucrânia, considerando que tal dá "um aspeto global muito importante" a este "primeiro passo" para o fim da guerra.

Lusa | 20:01 - 15/06/2024

Para o Chefe de Estado português, o sucesso desta cimeira será medido pelo "número de participantes", pela "adesão ao comunicado final" e a sua "importância".

Sucesso da Cimeira para a Paz?

Sucesso da Cimeira para a Paz? "Medido por adesão ao comunicado final"

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje que o sucesso da Cimeira para a Paz na Ucrânia será medido, além do número de participantes, pela adesão ao comunicado final e pelo teor do documento.

Lusa | 16:41 - 15/06/2024

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen,  defendeu, por sua vez, que é vital a comunidade internacional "reafirmar o primado da Carta das Nações Unidas", que a Rússia está a violar com a sua "guerra brutal".

"Será correto que um país maior possa invadir e tomar o território de um vizinho mais pequeno? A resposta é, obviamente, não. Está escrito na Carta das Nações Unidas. E é por isso que é vital que reafirmemos essa Carta. É vital que nos comprometamos de novo a defender firmemente os princípios da Carta das Nações Unidas", afirmou Von der Leyen.

Ucrânia. Von der Leyen diz ser vital reafirmar primado da Carta da ONU

Ucrânia. Von der Leyen diz ser vital reafirmar primado da Carta da ONU

A presidente da Comissão Europeia defendeu hoje, na Cimeira para a Paz na Ucrânia, que é vital a comunidade internacional "reafirmar o primado da Carta das Nações Unidas", que a Rússia está a violar com a sua "guerra brutal".

Lusa | 17:46 - 15/06/2024

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, afirmou que "dependerá da Ucrânia" decidir "quando será possível" um acordo de paz com a Rússia, sublinhando que qualquer acordo deverá respeitar as normas de Direito Internacional.

"Esta guerra tem um agressor, que é a Rússia, e uma vítima, que é a Ucrânia. O povo ucraniano tem o direito de defender os seus filhos, as suas casas e as suas cidades", declarou Michel, durante a primeira sessão plenária da cimeira.

Depende da Ucrânia decidir

Depende da Ucrânia decidir "quando será possível acordo de paz"

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, afirmou hoje que "dependerá da Ucrânia" decidir "quando será possível" um acordo de paz com a Rússia, sublinhando que qualquer acordo deverá respeitar as normas de Direito Internacional.

Lusa | 22:52 - 15/06/2024

Por sua vez, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, defendeu que esta conferência deve enviar à Rússia "uma mensagem muito clara" de que há princípios inegociáveis, nomeadamente o respeito pela soberania de um país.

"Qualquer solução que valide a agressão ou a anexação violenta não será sustentável, apenas conduzirá a um mundo mais instável e perigoso", disse Sánchez no seu discurso no plenário desta cimeira.

Sánchez diz que soberania é inegociável e pede

Sánchez diz que soberania é inegociável e pede "mensagem clara" para a Rússia

O primeiro-ministro espanhol defendeu hoje que a Cimeira para a Paz na Ucrânia deve enviar à Rússia "uma mensagem muito clara" de que há princípios inegociáveis, nomeadamente o respeito pela soberania de um país.

Lusa | 19:46 - 15/06/2024

O presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu que a paz na Ucrânia "não pode ser uma capitulação" do país e que espera "uma paz que respeite as leis internacionais e que devolva à Ucrânia a sua soberania".

"Estamos todos determinados a construir uma paz duradoura. E como muitos de vós referiram, essa paz não pode ser uma capitulação ucraniana", afirmou Macron, sublinhando que "há um agressor e uma vítima" e que "esta guerra é um problema mundial".

Paz

Paz "não pode ser uma capitulação ucraniana", defende Macron

O Presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu hoje que a paz na Ucrânia "não pode ser uma capitulação" do país, numa cimeira organizada na Suíça para procurar soluções para a guerra desencadeada em 2022 pela Rússia em território ucraniano.

Lusa | 20:52 - 15/06/2024

O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, exortou Zelensky a apresentar as suas condições de paz com a Rússia "a partir de uma posição de força", acusando Putin de não ter "qualquer interesse numa paz genuína" e de ter lançado uma campanha de dissuasão para manter outros países fora da cimeira.

"Devemos perguntar à Rússia por que razão se sente tão ameaçada por uma cimeira que aborda os princípios básicos da integridade territorial, da segurança alimentar e da segurança nuclear. A partir de uma posição de força, temos de trabalhar com o presidente Zelensky para estabelecer os princípios de uma paz justa e duradoura, com base no direito internacional e na Carta das Nações Unidas", observou Sunak.

"Posição de força". Londres exorta Zelensky a definir condições de paz

O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, exortou hoje o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a apresentar as suas condições de paz com a Rússia "a partir de uma posição de força".

Lusa | 20:13 - 15/06/2024

Também o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, alertou que as tensões causadas na Europa pelo conflito "podem amanhã estender-se à Ásia Oriental", sublinhando o apoio do Japão à Ucrânia desde o início da invasão.

"Apraz-me ver que tantos países se reuniram aqui com o objetivo comum de alcançar a paz na Ucrânia, uma paz que deve ser duradoura e assente nos princípios da Carta das Nações Unidas, que não admite justificação alguma para alterar o 'statu quo' pela força ou a coerção", declarou.

Tensões na Ucrânia

Tensões na Ucrânia "podem amanhã estender-se à Ásia oriental"

O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, alertou hoje, na Cimeira de Paz organizada pela Suíça para procurar soluções para a guerra russa na Ucrânia, de que as tensões causadas na Europa pelo conflito "podem amanhã estender-se à Ásia Oriental".

Lusa | 19:28 - 15/06/2024

Objetivo da conferência? "Inspirar um futuro processo de paz"

De salientar que a Suíça acolhe este fim de semana (15 e 16 de junho) a Cimeira para a Paz na Ucrânia, que junta representantes de perto de uma centena de países e organizações, mas sem a participação da Rússia nem da China, entre outros ausentes de peso.

Vários países lamentaram a ausência da Rússia desta Cimeira de Paz para a Ucrânia, considerando que qualquer processo de paz credível requer a participação de Moscovo.

Países defendem participação da Rússia em cimeira para credibilizar paz

Países defendem participação da Rússia em cimeira para credibilizar paz

Vários países lamentaram hoje a ausência da Rússia da Cimeira de Paz para a Ucrânia, que está a decorrer nos arredores de Lucerna, na Suíça, considerando que qualquer processo de paz credível requer a participação de Moscovo.

Lusa | 21:23 - 15/06/2024

Portugal está representado pelo Presidente da República o e também pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.

O objetivo da conferência, organizada pela Suíça na sequência de um pedido nesse sentido de Zelensky, é "inspirar um futuro processo de paz", tendo por base "os debates que tiveram lugar nos últimos meses, nomeadamente o plano de paz ucraniano e outras propostas de paz baseadas na Carta das Nações Unidas e nos princípios fundamentais do direito internacional".

Por diversas ocasiões, Moscovo deplorou a realização de uma conferência baseada no plano de paz apresentado em finais de 2022 por Zelensky, que prevê na sua versão inicial uma retirada das tropas russas do território ucraniano, compensações financeiras por parte das autoridades russas e a criação de um tribunal para julgar os responsáveis russos. O Kremlin também acusou a Suíça de perder a neutralidade ao alinhar-se com as sanções europeias.

A China, um dos grandes aliados de Moscovo e vista como intermediária fundamental para futuras conversações de paz, rejeitou participar na cimeira dada a ausência da Rússia, tendo Zelensky acusado Pequim de trabalhar em conjunto com o Kremlin para sabotar a conferência, ao pressionar países para não participarem.

Entre os participantes - cerca de metade dos quais da Europa - contam-se ainda a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, o chanceler alemão, Olaf Scholz, entre outros.

Leia Também: "Pôr fim à guerra". Cimeira para a Paz na Ucrânia encerra hoje na Suíça

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