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Pelo menos 25 mortos em ataque na República Democrática do Congo

Pelo menos 25 pessoas foram mortas num novo ataque de supostos membros das Forças Democráticas Aliadas (ADF), ligadas ao Estado Islâmico, na província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo (RDCongo).

Pelo menos 25 mortos em ataque na República Democrática do Congo
Notícias ao Minuto

16:54 - 13/06/24 por Lusa

Mundo RD Congo

O administrador do território de Lubero, coronel Alain Kiwewa, disse que o ataque foi perpetrado na quarta-feira na localidade de Maikengo e acrescentou que os "terroristas" também incendiaram várias casas.

"As forças armadas estão no local desde quarta-feira à tarde para garantir a segurança da aldeia e dos seus arredores", acrescentou, noticia a agência de notícias Europa Press.

Em declarações à estação de rádio congolesa Radio Okapi, o responsável disse ainda que um número indeterminado de habitantes fugiu de Maikengo para as localidades de Magurejipa e Ndjiapanda em busca de segurança. Alguns dos habitantes em fuga deslocaram-se para mais longe, para Butembo.

Por seu lado, o deputado provincial Bogombi Faisi Enoch, antigo chefe local de Bapakombe, disse que os assaltantes invadiram a cidade em pleno dia de mercado, enquanto o chefe do sector de Bapere, Macaire Sivikunula, afirmou que o exército congolês tinha lançado uma operação na zona, segundo o portal de notícias congolês Actualité.

Com este ataque, o número de mortos às mãos das ADF nas últimas duas semanas ascende a mais de 100, segundo a sociedade civil, que na semana passada denunciou o assassínio de 79 civis na região de Beni.

Todavia, as autoridades baixaram o número de mortos para 41 e afirmaram ter lançado uma operação contra o grupo.

O ADF foi criado nos anos 1990 no Uganda e está particularmente ativo no leste da República Democrática do Congo, onde foi acusado de matar centenas de civis.

O objetivo seria regressar ao Uganda, de onde saíram em 2003 após várias operações militares que reduziram as suas capacidades.

O grupo separou-se em 2019 depois de o seu líder, Musa Baluku - sancionado pelas Nações Unidas e pelos Estados Unidos - ter jurado fidelidade ao Estado Islâmico na África Central, sob cuja bandeira tem operado desde então.

A RDCongo e o Uganda assinaram um acordo de defesa em dezembro de 2021 para levar a cabo operações conjuntas no leste do território congolês.

Leia Também: Mais de 80 mortos em naufrágio na República Democrática do Congo

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