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Israel assume controlo da zona de fronteira entre Gaza e Egito

O Exército israelita anunciou hoje que assumiu o controlo da zona fronteiriça entre a Faixa de Gaza e o Egito e que intensificou os bombardeamentos em Rafah, cidade do sul e atual epicentro da guerra contra o Hamas.

Israel assume controlo da zona de fronteira entre Gaza e Egito
Notícias ao Minuto

21:44 - 29/05/24 por Lusa

Mundo Médio Oriente

Gaza, Palestina, 29 mai 2024 (Lusa) -- O Exército israelita anunciou hoje que assumiu o controlo da zona fronteiriça entre a Faixa de Gaza e o Egito e que intensificou os bombardeamentos em Rafah, cidade do sul e atual epicentro da guerra contra o Hamas.

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) divulgaram também que descobriram "cerca de vinte túneis" neste setor fronteiriço, suspeitando que foram utilizados para contrabando por grupos armados no território palestiniano.

As forças israelitas reivindicaram o controlo "nos últimos dias" do 'corredor de Filadélfia', uma 'zona tampão' de 14 quilómetros dentro da Faixa de Gaza, que faz fronteira com o Egito.

Este corredor é uma rota de patrulha que o Exército israelita criou ao longo da fronteira antes da sua retirada unilateral de Gaza em 2005.

"O corredor de Filadélfia serviu como canal de oxigénio para o Hamas, através do qual transportava regularmente armas para a Faixa de Gaza", vincou o porta-voz das IDF, o contra-almirante Daniel Hagari.

O porta-voz das IDF acrescentou que o Exército "descobriu uma sofisticada infraestrutura terrorista subterrânea a leste de Rafah, com uma extensão de um quilómetro e meio, a cerca de 100 metros da passagem" entre o Egito e a Faixa de Gaza.

Este posto fronteiriço, único ponto de passagem entre a Faixa de Gaza e o Egito, vital para a entrega de ajuda humanitária, foi encerrado desde que o Exército israelita assumiu o seu controlo no início de maio.

O Egito negou a existência de túneis sob a fronteira, referindo que Israel procura justificar a sua ofensiva em Rafah contra o movimento islamita palestiniano.

Apesar da indignação internacional com o bombardeamento mortal de domingo contra um campo de deslocados em Rafah, o Exército israelita continua a sua ofensiva na superpovoada cidade do sul da Faixa de Gaza, lançada em 07 de maio, com a justificação de pretender eliminar os últimos batalhões do Hamas.

Na terça-feira, a Defesa Civil de Gaza anunciou que um novo ataque a um campo de deslocados em Rafah causou 21 mortos.

Combates nas ruas e bombardeamentos abalaram hoje Rafah, um dia depois de tanques israelitas terem entrado no centro da cidade.

De acordo com dados da ONU, em três semanas, cerca de um milhão de palestinianos fugiram de Rafah, a maioria pessoas deslocadas empurradas para um novo êxodo em direção a áreas já sobrepovoadas do enclave sitiado.

O conselheiro de segurança nacional israelita, Tzachi Hanegbi, alertou hoje que a guerra pode continuar durante "mais sete meses" para atingir o objetivo de destruir o Hamas, no poder em Gaza desde 2007 e autor, em 07 de outubro, de um ataque sem precedentes a Israel, que motivou o atual conflito.

A guerra, que hoje entrou no 236.º dia e continua a ameaçar alastrar a toda a região do Médio Oriente, fez até agora na Faixa de Gaza mais de 36.100 mortos, 81.400 feridos e cerca de 10.000 desaparecidos, presumivelmente soterrados nos escombros, na maioria civis, de acordo com números atualizados das autoridades locais.

Leia Também: Israel reivindica controlo de corredor na fronteira de Gaza com Egito

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