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Júri do julgamento de Trump pede para ler depoimentos de duas testemunhas

O júri do julgamento criminal do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou hoje a sua primeira nota ao juiz, poucas horas após o início das deliberações, solicitando a leitura dos depoimentos de duas testemunhas.

Júri do julgamento de Trump pede para ler depoimentos de duas testemunhas
Notícias ao Minuto

21:25 - 29/05/24 por Lusa

Mundo EUA

Os jurados pediram o depoimento do ex-editor do National Enquirer, David Pecker, sobre a reunião na Trump Tower em agosto de 2015, onde concordou em identificar histórias negativas para Trump, e um telefonema que disse ter mantido com o republicano a propósito do acordo de Karen McDougal e a sua decisão de não vender a Trump os direitos desta história. McDougal alegadamente manteve uma relação extraconjugal com Trump, que terá pago cerca de 150.000 dólares pelo silêncio da modelo da Playboy.

O júri também pediu para ouvir o depoimento do advogado Michael Cohen sobre a mesma reunião na Trump Tower.

O juiz Juan M. Merchan indicou que demoraria algum tempo para reunir o depoimento solicitado.

Quando for possível, os jurados regressarão ao tribunal para que o texto com os depoimentos seja lido, noticiou a agência Associated Press (AP).

O início das deliberações deste histórico julgamento segue-se à sessão de alegações finais de terça-feira, que se estendeu até à noite, com o procurador Joshua Steinglass a acusar Trump de enganar intencionalmente os eleitores ao alegadamente participar num esquema de pagar para 'enterrar' histórias que poderiam destruir a sua candidatura presidencial de 2016.

A defesa abordou esta fase da mesma forma que o interrogatório: visando a credibilidade da principal testemunha, Michael Cohen, ex-advogado do magnata republicano, considerado o 'solucionador' de problemas pessoais de Trump.

O ex-presidente norte-americano enfrenta 34 acusações criminais de falsificação de registos comerciais, acusações que são puníveis com até quatro anos de prisão. Trump negou todas as irregularidades e declarou-se inocente.

No centro das acusações está o pagamento de 130.000 dólares à atriz pornográfica Stormy Daniels por Michael Cohen, para evitar que se tornassem públicas alegações de um encontro sexual extra conjugal em 2006.

Os procuradores apontam que os pagamentos foram falsamente registados como "despesas legais" para ocultar a verdadeira natureza das transações.

O caso é a primeira das quatro acusações de Trump a chegar a julgamento e é o primeiro caso criminal contra um ex-presidente dos EUA.

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