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Ucrânia. UE "confiante" sobre cimeira da paz e negociações de adesão

 O presidente do Conselho Europeu diz estar "relativamente confiante" sobre a participação internacional na cimeira de paz na Ucrânia, estando em contacto com o Brasil, e estipula junho para arranque das negociações da adesão ucraniana à União Europeia (UE).

Ucrânia. UE "confiante" sobre cimeira da paz e negociações de adesão
Notícias ao Minuto

08:54 - 29/05/24 por Lusa

Mundo Conselho Europeu

"Estamos muito ativos, juntamente com o Presidente [ucraniano Volodymyr] Zelensky, e em estreita coordenação com a sua equipa na preparação da cimeira de paz que terá lugar na Suíça. [...] Nesta fase, estamos relativamente confiantes, mas vigilantes", afirma Charles Michel, em entrevista à agência Lusa.

No dia em que se desloca a Portugal para participar na reunião anual da organização Concordia Europe, o presidente do Conselho Europeu assinala que "a Rússia está a desenvolver uma série de instrumentos para minar esta reunião".

"Sabemos que a Rússia está muito ativa ao nível político e diplomático para convencer os países a não participarem ou a não participarem a um alto nível. É por isso que é fundamental contactar alguns líderes nos próximos dias porque alguns países ainda não se pronunciaram sobre a sua participação", elabora o responsável.

Vincando que "isto é vital para maximizar a mudança para que a reunião seja bem-sucedida", Charles Michel adianta estar "a dialogar" com países como Qatar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

Além disso, "vou ter uma chamada telefónica muito em breve com o Presidente Lula [da Silva], do Brasil" e "estamos em estreito contacto com os Estados Unidos", destaca.

"É um primeiro passo importante. A Rússia não gosta dessa iniciativa e é por essa razão que estão a tentar minar essa iniciativa, mas o nosso interesse é fazer com que essa reunião seja um sucesso", vinca.

Até ao momento, mais de 70 chefes de Estado e de Governo confirmaram presença na Conferência para a Paz na Ucrânia, que decorrerá entre 15 e 16 de junho na Suíça, entre os quais se incluem os principais líderes latino-americanos com a exceção do Brasil, que ainda não confirmou.

No total, 160 Estados receberam um convite para participar no evento, no qual se admite a presença do Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que nos dias anteriores estará na vizinha Itália para participar na cimeira do G7.

O Governo russo não foi convidado, suscitando duras críticas do Kremlin. Moscovo tem assinalado que sem a sua participação não será possível qualquer avanço em direção a uma solução política da guerra na Ucrânia.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Nesta entrevista à Lusa, o presidente do Conselho Europeu diz também ser sua "determinação pessoal" que os líderes da UE avancem no próximo mês com uma conferência intergovernamental para arranque formal das negociações de adesão ucraniana ao bloco comunitário.

"Não estou sozinho, mas estou absolutamente motivado para fazer tudo para tornar possível esta decisão até ao final de junho", disse Charles Michel, quando se fala da data de 25 de junho para tal iniciativa.

Apesar de "algumas preocupações legítimas" dos Estados-membros da UE sobre tal processo, nomeadamente por parte da Hungria que se tem oposto à adesão ucraniana, o responsável adianta ter garantido ao Presidente ucraniano estar "determinado a fazer tudo para que seja uma decisão possível".

"Nunca temos a certeza de que vai resultar, mas usarei toda a minha influência para que isso aconteça", adianta Charles Michel à Lusa.

A Ucrânia tem estatuto de país candidato à UE desde meados de 2022, meses depois do início da invasão russa.

Leia Também: UE? Michel lembra receio antes de Portugal aderir para pedir expansão

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