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Garry Conille nomeado novo primeiro-ministro do Haiti

O antigo primeiro-ministro do Haiti Garry Conille foi eleito terça-feira novo chefe do governo "por consenso" do Conselho Presidencial de Transição, a fim de preencher temporariamente o vazio político no país, assolado pela violência armada.

Garry Conille nomeado novo primeiro-ministro do Haiti
Notícias ao Minuto

06:09 - 29/05/24 por Lusa

Mundo Haiti

"Na sequência das discussões no Conselho Presidencial de Transição, após as audiências dos candidatos selecionados para o cargo de primeiro-ministro, Garry Conille foi escolhido por consenso para chefiar o governo de transição", declarou o presidente do organismo haitiano, Edgard Leblanc.

Conille foi nomeado com o voto favorável de seis dos sete membros do conselho, que iniciou os trabalhos há um mês, segundo fontes consultadas pela agência de notícias espanhola EFE.

Um dos candidatos ao cargo, Alix Didier Fils-Aimé, já felicitou Conille nas redes sociais: "Dou os meus sinceros parabéns ao primeiro-ministro indigitado pelo Conselho Presidencial de Transição, Garry Conille. Sou um patriota convicto. Viva o Haiti!".

O antigo ministro das Finanças do Haiti Michel Patrick Boisvert era quem ocupava o cargo de primeiro-ministro interino, na sequência da demissão de Ariel Henry.

Entretanto, o ex-titular da pasta do Desporto Fritz Belizaire tinha sido nomeado chefe do Governo pelo grupo maioritário do Conselho Presidencial de Transição, mas a decisão unilateral provocou uma crise na instituição, levando à abertura de um processo de candidatura ao cargo.

Conille, 58 anos, foi chefe de Governo entre setembro de 2011 e fevereiro de 2012, durante a administração de Michel Martelly, mas demitiu-se após um conflito com o próprio gabinete.

Ocupa o cargo de diretor regional do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para a América Latina e as Caraíbas desde janeiro de 2023.

A nomeação ocorre num momento em que o Haiti aguarda a chegada da missão multinacional de apoio à segurança, liderada pelo Quénia e com a aprovação das Nações Unidas, para travar a violência de grupos armados no país.

No ano passado, oito mil pessoas foram vítimas da violência no país, insegurança que aumentou ainda mais desde o final de fevereiro.

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