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Eslovénia espera Palestina reconhecida no parlamento na próxima semana

O Governo esloveno, que já propôs o reconhecimento do Estado palestiniano, pretende que o parlamento vote este assunto na próxima semana, disse hoje a ministra dos Negócios Estrangeiros, a social-democrata Tanja Fajon.

Eslovénia espera Palestina reconhecida no parlamento na próxima semana
Notícias ao Minuto

23:16 - 28/05/24 por Lusa

Mundo Médio Oriente:

"Estou satisfeita que o Governo conclua o processo e envie ao parlamento nacional a sua decisão de reconhecer a Palestina como um Estado soberano e independente", disse a governante, citada pela agência STA.

Tanja Fajon sustentou que a fórmula de dois estados é a única garantia para a segurança para israelitas e palestinianos e que, com o reconhecimento da Palestina, a Eslovénia defende a paz no Médio Oriente.

A chefe da diplomacia eslovena referiu que espera que o Governo envie no final desta semana a documentação sobre o reconhecimento ao parlamento, onde tem uma maioria de 53 dos 90 lugares, para que possa ser debatida e votada nos próximos dias.

Na Eslovénia, a proposta de reconhecimento de um país é proposta pelo Governo e depois deve ser aprovada pela comissão parlamentar de política externa e, por último, pelo parlamento.

O Partido Social Democrata e a Esquerda, os dois parceiros governamentais do GS liberal do primeiro-ministro, Robert Golob, já anunciaram o seu apoio ao reconhecimento.

"Desta forma, queremos enviar uma mensagem clara a todo o mundo de que devemos fazer todo o possível para encontrar uma solução permanente para a paz no Médio Oriente", disse hoje Golob à emissora TV Slovenija.

Golob aplaudiu na semana passada o anúncio feito por Espanha, Irlanda e Noruega de reconhecer o estado palestiniano, e anunciou que o seu país o faria em breve.

Estes três países oficializaram hoje o reconhecimento do estado palestiniano com as fronteiras de 1967.

Tanja Fajon observou que este reconhecimento também é importante para apoiar o Governo palestiniano em Ramallah, que está à beira do colapso devido à crescente violência na Cisjordânia, à construção de colonatos israelitas ilegais e ao congelamento de recursos financeiros.

A ministra também alertou que a queda do executivo de Ramallah poderia ser seguida por uma escalada de tensão no Médio Oriente e sublinhou que a Eslovénia continuará a lutar por um cessar-fogo permanente na Faixa de Gaza, pela libertação dos reféns capturados pelo movimento islamita palestiniano Hamas e pela entrega de ajuda humanitária adicional no enclave.

Fajon sustentou que vê na Faixa de Gaza sinais de genocídio e violações do direito internacional por parte de Israel devido ao assassínio de civis, deslocações forçadas e uso da fome para fins de guerra.

O conflito em curso na Faixa de Gaza foi desencadeado pelo ataque do Hamas em solo israelita de 07 de outubro de 2023, que causou acima de 1.100 mortos e colocou cerca de 250 pessoas na condição de reféns, segundo as autoridades israelitas.

Em retaliação, Israel lançou uma ofensiva em grande escala no território palestiniano, que já custou a morte a mais de 36 mil pessoas, na maioria civis, e deixou o enclave numa grave crise humanitária, de acordo com as autoridades locais controladas pelo Hamas.

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