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Centenas de pessoas voltam a protestar frente ao parlamento da Geórgia

Centenas de pessoas voltaram a manifestar-se hoje frente ao parlamento da Geórgia contra a legislação sobre "Transparência da Influência Estrangeira", um dia após um comité parlamentar ter rejeitado o veto imposto pela Presidente Salome Zurabishvili.

Notícias ao Minuto

14:48 - 28/05/24 por Lusa

Mundo Geórgia

Ao argumentar que a lei compromete a aproximação da Geórgia à União Europeia (UE) na perspetiva de uma futura integração, Zurabichvili vetou a lei em 18 de maio, após a sua aprovação no parlamento pelos deputados do Sonho Georgiano, o partido no poder, e aliados.

Este bloco possui votos suficientes no parlamento para contrariar o veto presidencial.

A Lei sobre Transparência da Influência Estrangeira é quase idêntica a um projeto-lei que o parlamento da Geórgia tentou adotar em 2023, mas que foi retirado após amplos protestos. Na sua nova versão, o Sonho Georgiano substituiu o termo "agentes de influência estrangeira" por "organizações que servem os interesses de um poder estrangeiro".

Os manifestantes, que se concentraram em torno do edifício do parlamento na capital Tbilissi, voltaram a criticar a legislação, que consideram uma iniciativa "de modelo russo" que poderá implicar um recuo nos direitos e liberdades.

Os manifestantes, em menor número face aos protestos do início do mês, também agitaram bandeiras da UE e da Geórgia e insistiram na vocação europeia do país do Cáucaso do Sul, indicou o portal noticioso Sova.

Os deputados, que aprovaram a legislação após terceira leitura e com poderes para contrariar a decisão da chefe de Estado, deverão aprovar hoje em definitivo a medida, indicou a presidente do parlamento, Shalva Papuashvili.

Os manifestantes, confrontados com um cordão policial em redor do parlamento, consideram que a anulação do veto presidencial implica "um passo atrás" do país, que dessa forma "renunciaria na adesão à UE e NATO".

O Sonho Georgiano (centro-esquerda), do primeiro-ministro Irakli Kobakhidze, argumenta que a lei é necessária para conter uma nefasta ingerência externa que tenta desestabilizar o país do Cáucaso de 3,7 milhões de habitantes.

"É absolutamente decisiva para a Geórgia", indicou na segunda-feira à agência noticiosa Associated Press (AP) Maka Bochorishvili, membro do partido no poder e que chefia o comité parlamentar de integração na UE.

A mesma responsável assegurou que a lei tornará o país "estável e pacífico" e considerou "injusto" o argumento da oposição sobre a aplicação de uma "lei russa".

"Acredito que caso exista uma compreensão efetiva sobre o objetivo desta lei, ninguém conseguirá provar que a transparência pode opor-se à integração europeia", acrescentou Bochorishvili, acrescentando esperar dos parceiros ocidentais "um melhor entendimento sobre a necessidade desta legislação na Geórgia".

Leia Também: Geórgia anuncia votação hoje para anular veto sobre lei polémica

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