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Presidente das Maldivas pede financiamento para impedir subida do mar

O presidente das Maldivas apelou hoje a um financiamento internacional para combater a subida do nível do mar, que ameaça o arquipélago do Oceano Índico, defendendo que foi injustamente excluído das medidas de apoio para os países menos desenvolvidos.

Presidente das Maldivas pede financiamento para impedir subida do mar
Notícias ao Minuto

15:17 - 25/05/24 por Lusa

Mundo Maldivas

"As Maldivas são responsáveis por apenas 0,003% das emissões globais, mas são um dos primeiros países a sofrer as consequências existenciais da crise climática. As nações mais ricas têm uma responsabilidade moral para com comunidades como a nossa", escreveu o Presidente Mohamed Muizzu no jornal britânico The Guardian.

O Presidente das Maldivas falava na véspera da abertura de uma conferência internacional dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (PEID) - um evento organizado pela ONU de dez em dez anos - na segunda-feira, em Saint John's, capital de Antígua e Barbuda.

A maioria destes Estados insulares são destinos turísticos de luxo. Estão ameaçados pela subida do nível do mar e pelo aumento das tempestades e ciclones devido às alterações climáticas.

De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o PIB per capita das Maldivas é superior ao do Chile, México, Malásia ou China, mas os métodos estatísticos utilizados fazem com que os PEID pareçam "mais ricos do que realmente são", segundo Muizzu.

"Graças à boa saúde do setor turístico das Maldivas, somos classificados como uma economia emergente e, por conseguinte, estamos excluídos dos financiamentos mais baratos reservados aos países com rendimentos mais baixos", lamentou o dirigente.

O seu país precisa de cerca de 500 milhões de dólares (perto de 462 milhões de euros) para atenuar os efeitos das alterações climáticas e a economia local, que depende do turismo, não está em condições de obter esses fundos por si só.

Em 1987, o então Presidente das Maldivas, Maumoon Abdul Gayoom, causou um alvoroço na ONU quando avisou que o seu país de 1.192 pequenas ilhas de coral corria o risco de desaparecer se o nível do mar subisse um metro.

Por isso, construiu uma ilha artificial dois metros acima do nível do mar e com o dobro do tamanho de Malé, a pequena, sobrepovoada e vulnerável ilha capital de dois quilómetros quadrados.

Mohamed Muizzu, eleito em setembro, quer construir uma ilha artificial maior, que servirá de quebra-mar e albergará 30.000 apartamentos.

Mas o seu projeto não é elegível para financiamento para combater as alterações climáticas porque é classificado como obra de infraestrutura, queixou-se.

Mohamed Muizzu é considerado pró Pequim e, de acordo com funcionários do governo das Maldivas, espera-se que uma grande parte dos trabalhos de construção seja efetuada por empresas chinesas.

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