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Autoridade Palestiniana à beira do colapso financeiro, diz Banco Mundial

A Autoridade Palestiniana está à beira de um "colapso financeiro", afirmou hoje o Banco Mundial, responsabilizando a suspensão das transferências de impostos cobrados por Israel e o conflito entre Telavive e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).

Autoridade Palestiniana à beira do colapso financeiro, diz Banco Mundial
Notícias ao Minuto

13:33 - 24/05/24 por Lusa

Economia Israel/Palestina

Num relatório sobre o impacto do conflito em curso na economia palestiniana, marcado por uma ofensiva militar de Israel contra a Faixa de Gaza que dura há mais de sete meses, a instituição destacou também, entre as razões mencionadas, o "declínio maciço" da atividade económica no meio das hostilidades após os ataques do Hamas de 07 de outubro de 2023.

O Banco Mundial adiantou que a situação da Autoridade Palestiniana piorou "dramaticamente" nos últimos três meses, o que "aumenta o risco de colapso fiscal".

"Os fluxos de receitas secaram em grande parte devido a uma redução drástica nas transferências de receitas a pagar à Autoridade Palestiniana e a uma queda maciça na atividade económica", destacou o documento, referindo que "o fosso crescente entre as receitas geradas e o montante necessário para financiar as despesas públicas básicas está a causar uma crise fiscal".

Desta forma, o Banco Mundial pormenorizou que "o défice financeiro atingiu 682 milhões de dólares (cerca de 630 milhões de euros) no final de 2023" e acrescentou que o "fosso deverá duplicar nos próximos meses, atingindo 1,2 mil milhões de dólares (cerca de 1,107 mil milhões de euros)".

"O aumento da assistência externa e a acumulação de novos pagamentos em atraso a funcionários públicos e fornecedores são as únicas opções de financiamento disponíveis para a Autoridade Palestiniana", disse o Banco Mundial.

Segundo a organização, "cerca de meio milhão de empregos foram perdidos na economia palestiniana desde outubro de 2023", incluindo cerca de 200.000 em Gaza e 144.000 na Cisjordânia.

Os mesmos dados incluem também cerca de 148.000 trabalhadores que vivem na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental e que estavam a trabalhar no mercado de trabalho israelita.

"A taxa de pobreza global dos palestinianos era de 32,8% em meados de 2023", mais 3,7% do que em 2017, sublinhou o Banco Mundial, antes de apontar "grandes diferenças" entre a Cisjordânia e Gaza. 

Na Faixa de Gaza, onde "quase todos os habitantes vivem atualmente na pobreza", a percentagem era de 64%, contra 12% na Cisjordânia.

O Banco Mundial explicou ainda que o Produto Interno Bruto (PIB) per capita em 2023 se situou em 3.360 dólares (cerca de 3.100 euros), uma queda de 12% em relação ao ano anterior, especialmente na Faixa de Gaza, onde o declínio foi de 28%.

"O rendimento per capita em Gaza era cerca de um quinto do da Cisjordânia. Em 2023, o rendimento real per capita de Gaza foi o mais baixo alguma vez registado", sublinhou a organização, referindo que a economia palestiniana "continua a sofrer um choque maciço nos primeiros meses de 2024".

"Embora as perspetivas para 2024 permaneçam altamente incertas, prevê-se uma nova contração económica entre 6,5% e 9,6%", observou a entidade, no meio de uma preocupação internacional com a grave crise humanitária na Faixa de Gaza e a crescente insegurança e agravamento das condições de vida dos palestinianos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

O conflito em curso na Faixa de Gaza foi desencadeado pelo ataque do grupo islamita Hamas em solo israelita de 07 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos e duas centenas de reféns, segundo as autoridades israelitas.

Desde então, Israel lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza que provocou mais de 35.000 mortos, segundo o Hamas, que governa o pequeno enclave palestiniano desde 2007. Também existem registos de mais de 515 palestinianos mortos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

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