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Ministro polaco da Defesa apresenta estratégia 'Escudo Oriental'

O ministro da Defesa da Polónia apresentou hoje ao parlamento o projeto "Escudo Oriental", que visa reforçar a segurança no leste do país contra ameaças da Rússia e Bielorrússia, país com que partilha quase 400 quilómetros de fronteira.

Ministro polaco da Defesa apresenta estratégia 'Escudo Oriental'
Notícias ao Minuto

16:34 - 22/05/24 por Lusa

Mundo Kosiniak-Kamisz

"Houve atrasos, é verdade, era melhor ter tomado esta decisão há dois anos, mas nunca é tarde para fazer coisas boas. Daí a decisão de preparar um plano nacional de defesa e dissuasão chamado 'Escudo Oriental'", disse o ministro Wladislaw Kosiniak-Kamisz na câmara baixa do parlamento (Sejm), citado pela agência de notícias PAP.

Segundo explicou, a Polónia reforçará a sua fronteira oriental não só com diferentes sistemas de fortificação como "ouriços [obstáculos antitanque] ou paliçadas de betão armado", mas também com "sistemas tecnológicos modernos que permitem observação e vigilância" contínuas.

"Para nós, é uma prioridade fortalecer e proteger a fronteira. É inviolável. Proteger a fronteira e a soberania do Estado polaco é uma obrigação constitucional, mas é também a nossa obrigação pessoal. Uma obrigação que surge das nossas opiniões e do nosso patriotismo", afirmou.

Kosiniak-Kamisz reconheceu que, nos últimos meses, houve um aumento significativo das tentativas de cruzar a fronteira da Bielorrússia para a Polónia por grupos, "cada vez mais numerosos, de cidadãos somalis, afegãos, iemenitas, sírios e iranianos", que apresentam "vistos russos".

"Estes atos repetem-se cada vez mais em comparação com o mesmo período do ano passado", sublinhou.

Segundo o ministro polaco, até 19 de maio deste ano foram registadas 14.000 tentativas de cruzar a fronteira da Bielorrússia para a Polónia, "mais 46% do que no ano passado".

"Os serviços bielorrussos estão a ajudar no transporte" e também "na preparação para a passagem da fronteira", garantiu Kosiniak-Kamisz.

No sábado passado, o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, já tinha anunciado que ia canalizar mais de 2,3 mil milhões de euros para proteger e fortificar a sua fronteira oriental, que é também uma fronteira externa da União Europeia.

Tusk, que apresentava à comunicação social a estratégia "Escudo Oriental", explicou que o projeto inclui um sistema de fortificação das fronteiras com Rússia e Bielorrússia "para empurrar a guerra para fora das fronteiras" polacas.

O chefe do executivo da Polónia esclareceu que os trabalhos já tiveram início.

O ministro da Defesa lembrou hoje que este projeto de segurança nacional será acompanhado por um "aumento notável" da dotação orçamental para questões de defesa, que vai ultrapassar os 27,5 mil milhões de euros.

O Governo polaco tem reforçado a fronteira leste do país desde a agressão da Rússia à Ucrânia, em fevereiro de 2022, sobretudo depois de uma onda de migração irregular, que teve o seu pico em 2021/2022, considerada por Varsóvia como uma forma de a Rússia e a Bielorrússia desestabilizarem a Polónia e a União Europeia.

Na altura, tanto a Polónia como a Lituânia e outras nações bálticas acusaram o Governo do Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, de enviar migrantes através das suas fronteiras como resposta às sanções impostas após as eleições presidenciais de 2021 naquele país, consideradas fraudulentas pelo Ocidente.

O afluxo acabou, em grande parte, por ser restringido devido sobretudo à barreira que a Polónia concluiu no ano passado, mas algumas travessias ilegais continuam.

Leia Também: Rússia nega possível revisão de fronteira e águas territoriais no Báltico

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