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Pelo menos 15 mortos e 40 feridos em ataques no oeste do Sudão

Pelo menos 15 pessoas morreram e 40 ficaram feridas num ataque lançado domingo pelo grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido na aldeia de Al Rahmaniyah, no oeste do Sudão, anunciaram hoje os comités de resistência da região.

Pelo menos 15 mortos e 40 feridos em ataques no oeste do Sudão
Notícias ao Minuto

21:16 - 20/05/24 por Lusa

Mundo Sudão

Em comunicado, os comités acusam as Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês) de terem atacado Al Rahmaniyah, a noroeste de Umm Rawaba, no estado do Cordofão do Norte, "resultando na morte de pelo menos 15 pessoas, no ferimento de mais de 40 pessoas, no incêndio de várias casas e na deslocação de cidadãos depois de as suas propriedades terem sido saqueadas".

Segundo os comités, que constituem uma rede informal de vizinhança criada em 2013 para apoiar a população nos múltiplos conflitos internos, os paramilitares anunciaram domingo que tinham reforçado o seu controlo sobre a zona de Umm Rawaba, numa publicação nas redes sociais.

A cidade de Umm Rawaba está a assistir a uma grande vaga de deslocações para norte e leste da cidade, "devido ao caos que prevaleceu após os combates que tiveram lugar em 07 de maio entre o exército e os paramilitares", escreveram.

No Darfur, os comités de resistência de Al-Fasher, a capital do estado do Darfur do Norte, afirmaram que os paramilitares bombardearam hoje os bairros do norte e do oeste da cidade, provocando mortos e feridos, incluindo "nove feridos nas imediações do centro de obstetrícia e ginecologia".

"Os projéteis de artilharia [das Forças de Apoio Rápido] também atingiram o campo de deslocados de Abu Shouk, perto de Al-Fasher, e houve mortos e feridos que não puderam ser contabilizados devido à dificuldade de os transportar para o hospital", detalharam os comités da região.

De acordo com o Sindicato dos Médicos do Sudão, pelo menos 30 mil pessoas morreram e mais de 70 mil ficaram feridas na guerra que eclodiu em 15 de abril de 2023 entre o exército e as RSF, no meio de um processo de integração dos paramilitares nas forças regulares, desencadeando uma luta pelo poder entre o líder do exército, Abddelfatah al-Burhan, e o comandante das RSF, Mohamed Hamdan Dagalo, conhecido como 'Hemedti'.

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