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União Europeia pede investigação sobre valas comuns em Gaza

A União Europeia (UE) pediu hoje uma investigação sobre as valas comuns encontradas sob os escombros de dois hospitais de Gaza, com mais de 500 corpos, por suspeitas de violação dos direitos humanos.

União Europeia pede investigação sobre valas comuns em Gaza
Notícias ao Minuto

14:18 - 24/04/24 por Lusa

Mundo Israel/Palestina

O porta-voz da diplomacia europeia, Peter Stano, disse que a UE ficou seriamente preocupada com as notícias sobre as valas comuns nos hospitais Nasser, em Khan Yunis (sul), e Al-Shifa, na cidade de Gaza (norte).

"Isto obriga-nos a pedir uma investigação independente sobre todas as suspeitas e todas as circunstâncias, porque cria a impressão de que poderá ter havido violações dos direitos humanos internacionais", afirmou Stano, citado pela agência espanhola EFE.

Stano disse que a UE é muito coerente sobre a questão, "quer se trate de Gaza ou de qualquer outra parte do mundo".

Referiu que a descoberta das valas comuns reforça a necessidade de um cessar-fogo na guerra entre Israel e o grupo extremista palestiniano Hamas, também para que "todas as atrocidades ou relatos de atrocidades sejam investigados".

"E isto também se aplica à libertação imediata dos reféns" detidos pelo Hamas, afirmou.

O porta-voz deixou claro que a UE estava a juntar-se ao apelo da ONU de terça-feira para uma investigação sobre as valas comuns em Gaza.

Pelo menos 310 corpos já foram exumados de várias valas comuns nos pátios do hospital Nasser em Khan Yunis, de onde as tropas israelitas se retiraram no início de abril, após quatro meses de combates na zona.

As valas comuns encontradas no hospital Al-Shifa continham mais de 200 corpos.

A guerra foi desencadeada por um ataque transfronteiriço sem precedentes do Hamas no sul de Israel que causou cerca de 1.200 mortos e mais de duas centenas de reféns, levados para Gaza pelos atacantes.

Desde então, Israel tem em curso uma ofensiva militar em Gaza que já provocou mais de 34.200 mortos, segundo o Ministério da Saúde do território governado pelo Hamas.

A Comissão Europeia também disse hoje esperar que a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Médio Oriente (UNRWA, na sigla em inglês) cumpra as recomendações do relatório independente pedido pela ONU.

Os autores do relatório propuseram melhorias para o funcionamento da UNRWA, mas considerou-a indispensável e insubstituível, depois de Israel ter acusado vários membros da agência de envolvimento nos ataques de 07 de outubro.

A Comissão Europeia desembolsou no início de março uma primeira parcela de 50 milhões de euros dos 82 milhões que reservou para a UNRWA em 2024, na sequência dos compromissos assumidos pela agência.

A UNRWA comprometeu-se a proceder a uma análise do pessoal para confirmar que não esteve envolvido nos ataques e a criar novos controlos para mitigar esses riscos no futuro.

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