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Dirigentes russos seguidores de Putin no poder em 2045, afirma analista

O especialista britânico em política russa Andrew Monaghan afirmou hoje que já é possível vislumbrar uma geração de dirigentes seguidores do Presidente Vladimir Putin, e que poderão estar no poder em 2045. 

Dirigentes russos seguidores de Putin no poder em 2045, afirma analista
Notícias ao Minuto

19:25 - 22/04/24 por Lusa

Mundo Vladimir Putin

"Vemos uma série de indivíduos jovens, com idades compreendidas entre os 30 e os 40 anos, a serem nomeados para cargos muito superiores ou importantes nas estruturas do Estado. Na minha opinião, a liderança de 2045 está quase a chegar ao topo", afirmou hoje em Londres, durante a apresentação da reedição do livro "The New Politics of Russia: Interpreting Change". 

Segundo Monaghan, "embora tenha havido eleições e haja uma continuidade considerável na liderança de topo, já estamos a ver a geração mais jovem a começar a emergir em posições-chave e penso que isso se tornará muito mais visível" nos próximos anos.

No livro, o diretor e fundador da organização Russia Research Network e investigador do centro de estudos Royal United Services Institute (RUSI) descreve a evolução na política interna da Rússia, não só a nível partidário e parlamentar, mas também da oposição e de movimentos de protesto. 

O círculo próximo do Presidente, indica, é composto por três grupos: a "equipa de liderança", as "locomotivas federais", encarregadas de supervisionar tarefas mais importantes, e os "gestores". 

No primeiro grupo entram o recém-nomeado vice-primeiro-ministro Serguei Ivanov, o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev e o ex-Presidente Dmitri Medvedev, agora vice-chefe do Conselho de Segurança. 

No segundo grupo destaca-se o presidente-executivo da Rosneft, a companhia petrolífera estatal russa, Igor Ivanovich Sechin.

O presidente da Câmara Municipal de Moscovo, Serguei Sobyanin, o vice-chefe de gabinete de Putin, Serguei Kirienko, são alguns dos nomes associados ao terceiro grupo. 

"Em vez de olharmos para a Rússia de Putin, deveríamos olhar muito mais para Putin enquanto coletivo. Isto ajuda-nos a perceber o sentido de continuidade e de mudança", afirmou Monaghan.

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