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Governo guineense tenta apaziguar comunidade palco de confrontos

O Governo guineense criou hoje uma comissão com vários ministros para mediar as partes desavindas e restabelecer a paz em Djaal, comunidade próxima de Bissau, palco de confrontos entre os aldeões por causa da posse da terra.

Governo guineense tenta apaziguar comunidade palco de confrontos
Notícias ao Minuto

21:07 - 19/04/24 por Lusa

Mundo Guiné-Bissau

Bissau, 19 abr 2024 (Lusa) -- O Governo guineense criou hoje uma comissão com vários ministros para mediar as partes desavindas e restabelecer a paz em Djaal, comunidade próxima de Bissau, palco de confrontos entre os aldeões por causa da posse da terra.

A decisão foi tomada numa reunião extraordinária do Conselho de Ministros, anunciou o Governo em comunicado.

Uma pessoa morreu e várias outras ficaram feridas na sequência de confrontos, na quinta-feira, entre aldeões de Djaal, comunidade habitada maioritariamente por indivíduos das etnias Balanta e Pepel, anunciou hoje o tenente-coronel António Correia, da Polícia de Ordem Pública (POP).

O ministro do Interior e da Ordem Pública guineense, Botche Candé, deslocou-se ao local, tendo dado ordens no sentido de a polícia manter um corpo de segurança na zona para evitar novos confrontos.

As duas etnias sempre coexistiram de forma pacífica em Djaal, mas nos últimos anos têm-se acusado mutuamente de ocupação indevida de terras e ainda de roubo de gado bovino.

No início de março passado, ocorreram confrontos entre indivíduos dos dois grupos étnicos. Na altura duas pessoas ficaram gravemente feridas.

Um novo confronto ocorreu na comunidade, na passada quinta-feira, tendo os aldeões utilizado armas brancas, paus e até armas de fogo, de acordo com a POP.

"Por ordens do ministro, foram trazidas para Bissau 61 pessoas" suspeitas de envolvimento direto nos confrontos, anunciou hoje António Correia.

O Governo não descarta a possibilidade de transferir para o estrangeiro os feridos graves dos confrontos de quinta-feira, se assim for a indicação médica, precisou Correia, ao falar de pessoas que recebem assistência nos hospitais de Bissau.

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