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Eleições deste ano no México podem ser as mais violentas de sempre

As eleições deste ano no México podem marcar um novo recorde de violência, sobretudo contra políticos a nível regional e local, segundo o Projeto de Dados sobre Eventos e Localização de Conflitos Armados (ACLED).

Eleições deste ano no México podem ser as mais violentas de sempre
Notícias ao Minuto

20:31 - 18/04/24 por Lusa

Mundo México

"Num contexto de violência persistente contra figuras políticas em eleições passadas e à luz da magnitude da votação de 2024, os observadores receiam que as eleições deste ano possam atingir um novo recorde de violência", afirmou a ACLED num novo relatório sobre ataques contra políticos no México.

"A violência dirigida a políticos e funcionários públicos afetou principalmente figuras políticas a nível subnacional, com cada estado e município a ser sujeito a diferentes tendências e fatores", adianta o ACLED, que se baseia na recolha de dados sobre violência política e de protestos registados em todo o mundo.

Desde 2018, Guanajuato, Guerrero e Michoacán têm sido consistentemente classificados entre os 10 estados mais violentos para os políticos, inclusive nos anos eleitorais de 2018 e 2021, com um aumento da violência antes da votação.

Num dos casos mais graves recentemente registados, em 26 de fevereiro homens armados mataram a tiro dois pré-candidatos dos partidos Movimento de Regeneração Nacional (MORENA) e Ação Nacional (PAN) em dois ataques separados, depois de estes terem manifestado a sua intenção de concorrer às eleições municipais deste ano em Maravatío de Ocampo, em Michoacán.

Até agora, pelo menos 28 candidatos foram atacados neste ano, tendo 16 sido mortos, segundo dados de até 01 de abril recolhidos pelo grupo de investigação Data Cívica, um número que ultrapassa os ciclos eleitorais mais violentos.

A maior parte da violência está centrada nas eleições locais, onde os eleitores escolhem um autarca, com um amplo controlo sobre as comunidades, gerindo a distribuição das receitas fiscais e o acesso aos recursos naturais e, muitas vezes, comandando as forças policiais locais.

Nos municípios situados nos pontos quentes dos cartéis, onde os bandos controlam as rotas do tráfico de droga e se infiltram na produção de culturas de rendimento, os lugares tornaram-se o principal ponto de entrada para a influência corrupta, sendo assassinados candidatos de todo o espetro político, principalmente do partido MORENA, fundado pelo Presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador, segundo a CNN.

Outro exemplo deste tipo de violência é o caso da senadora Lucy Meza e da sua equipa, que foram inundados com mensagens e telefonemas ameaçadores desde o anúncio da sua candidatura ao governo do estado de Morelos no ano passado.

À medida que os grupos criminosos continuam a lutar pelo controlo territorial a nível local, o calendário eleitoral municipal parece influenciar a frequência da violência contra figuras políticas.

Em Guerrero e Michoacán, a ACLED registou aumentos superiores à média na violência contra figuras políticas em maio de 2018 e maio de 2021, pouco depois do início oficial das campanhas para as eleições municipais.

"Embora as figuras políticas possam enfrentar ameaças ou violência real assim que manifestam a sua intenção de concorrer a um cargo público, elas e as suas equipas de campanha tornam-se mais vulneráveis ?aataques após a formalização das candidaturas", sublinhou o ACLED.

No dia 02 de junho, É estimado que 70.000 candidatos se apresentem para participar das maiores eleições da história do país, segundo a ACLED.

Com 20.375 cargos em disputa, o ciclo eleitoral de 2024 contempla a eleição de um novo presidente para um mandato de seis anos, senadores e deputados do Congresso Geral.

Também serão realizadas eleições locais em alguns estados mexicanos, incluindo a renovação de deputados no congresso estadual, eleições municipais de acordo com a legislação de cada entidade federal e uma corrida para governador em nove dos 32 estados mexicanos.

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