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Stoltenberg insiste com G7 na urgência de defesa antiaérea para Ucrânia

O secretário-geral da NATO reiterou hoje, junto dos ministros dos Negócios Estrangeiros do G7, que a Ucrânia tem uma "necessidade urgente e importante de defesas antiaéreas adicionais", de preferência 'Patriot', o sistema mais avançado.

Stoltenberg insiste com G7 na urgência de defesa antiaérea para Ucrânia
Notícias ao Minuto

17:19 - 18/04/24 por Lusa

Mundo Ucrânia

Em declarações à imprensa à margem da reunião ministerial do G7 que decorre até sexta-feira na ilha italiana de Capri, Jens Stoltenberg reconheceu que, apesar do "apoio militar sem precedentes" prestado pela NATO à Ucrânia desde o início da agressão militar russa, em fevereiro de 2022, os aliados têm de "fazer mais" e já deviam ter dado "mais cedo" a Kiev o material que há meses as autoridades ucranianas têm reclamado.

"Cada dia com atrasos provoca mais mortes e danos na Ucrânia. Já devíamos ter-lhes dado [nova ajuda militar] mais cedo, pelo que quanto mais cedo, melhor", disse o secretário-geral da Aliança Atlântica, lamentando que o exército ucraniano não tenha os meios materiais de que necessita para repelir a intensificação dos ataques russos, designadamente os ataques aéreos contra cidades e infraestruturas.

Apontando que "a necessidade mais urgente" da Ucrânia atualmente passa por sistemas de defesa antiaérea, Stoltenberg garantiu que os aliados estão a trabalhar no sentido de disponibilizar em particular mísseis 'Patriot', pois estes "são os sistemas mais avançados, dado poderem abater mísseis balísticos, mas também mísseis supersónicos russos, e daí serem tão importantes".

Considerando "encorajadores" os mais recentes anúncios de ajuda militar por parte de países membros da Aliança, Jens Stoltenberg disse também esperar o desbloqueamento, nos próximos dias, do pacote de ajuda norte-americano de 61 mil milhões de dólares (cerca de 57 mil milhões de euros) há meses bloqueado na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, observando que tal também permitirá consagrar financiamento "a mais sistemas de defesa antiaérea".

Vincando que as necessidades mais urgentes agora são sistemas de defesa antiaérea e munições de artilharia, Stoltenberg advertiu, todavia, que, no longo prazo, é preciso dispor de "um quadro mais institucionalizado, estável e robusto em torno do apoio" a Kiev, de forma a garantir "que a Ucrânia tem as capacidades de que necessita" para repelir a ofensiva russa, algo que não sucede atualmente.

O secretário-geral da NATO garantiu que os aliados trabalham sem cessar no sentido de prestar o apoio reclamado pela Ucrânia, apontando que essa é a razão por que está hoje em Itália e na sexta-feira discutirá a questão com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que participará por videoconferência numa reunião do Conselho NATO-Ucrânia ao nível dos ministros da Defesa.

Zelensky pediu a Stoltenberg que convocasse a reunião depois de ver como Israel conseguiu repelir o ataque iraniano com a ajuda de parceiros como os Estados Unidos da América (EUA), o Reino Unido e a Jordânia, algo que pretende ver replicado na Ucrânia face aos ataques russos.

Hoje de manhã, os chefes de diplomacia dos EUA e da Ucrânia insistiram na urgência de o Congresso norte-americano desbloquear o pacote de ajuda a Kiev, para permitir ao exército ucraniano defender-se face à intensificação dos ataques da Rússia.

Em declarações na ilha italiana de Capri, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, voltou a apelar ao Congresso, de maioria republicana, que aprove o pacote de ajuda financeira à Ucrânia, bloqueado há meses.

"Neste momento, é urgente que todos os amigos e apoiantes da Ucrânia envidem todos os esforços para continuar a fornecer à Ucrânia aquilo de que necessita para se defender da agressão russa", disse Blinken, pouco antes de uma reunião com Kuleba, que, tal como o secretário-geral da NATO, foi convidado para esta reunião ministerial do G7, grupo formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, mais a União Europeia.

Kuleba, que assumiu que o ponto único da sua agenda nesta participação na reunião do G7 "é a defesa antiaérea", reforçou que o desbloqueamento do pacote de ajuda norte-americano é crucial para a Ucrânia "lidar com o massacre causado pelos mísseis russos", garantindo mesmo que "esta é uma questão de vida ou de morte".

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Leia Também: NATO pede a aliados "mais armas" para Kyiv (mesmo prejudicando reservas)

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