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Acionistas da Nestlé pressionam a empresa após escândalo sobre açúcar

A descoberta foi feita depois de a Public Eye, organização de investigação suíça, ter enviado amostras de produtos da marca vendidos na Ásia, África e América Latina, para um laboratório belga.

Acionistas da Nestlé pressionam a empresa após escândalo sobre açúcar
Notícias ao Minuto

16:05 - 18/04/24 por Notícias ao Minuto

Mundo Nestlé

Os acionistas da Nestlé pediram à empresa para aumentar a oferta de alimentos saudáveis, após um escândalo relacionado com alimentos para bebés com elevado teor de açúcar.

O grupo de investidores, que inclui a Legal and General Investment Management (LGIM), com investimentos num total de 1,68 biliões de dólares em ativos (sob gestão), apoia a resolução que será votada esta quinta-feira, dia 18, na Assembleia Geral Anual da Nestlé em Lausanne, na Suíça.

"Uma vez que a Nestlé tem falhado sistematicamente em explicar como irá alterar o equilíbrio das suas vendas para opções alimentares mais saudáveis, os investidores preocupados não têm outra opção senão apresentar uma resolução na Assembleia Geral Anual da empresa em abril", afirmou Catherine Howarth, Diretora Executiva da ShareAction, a ONG que coordenou a resolução.

Recorde-se que o escândalo começou ao ser conhecido que a Nestlé adiciona açúcar e mel a leite para bebés e cereais infantis nos países mais pobres. 
 
A conclusão é de um estudo suíço e que revela que a marca está a desrespeitar as indicações internacionais que visam prevenir a obesidade e doenças crónicas, refere o The Guardian.

A descoberta foi feita depois de a Public Eye, organização de investigação suíça, ter enviado amostras de produtos da marca vendidos na Ásia, África e América Latina, para um laboratório belga.

Os resultados, bem como a análise das embalagens dos produtos, revelaram a adição de açúcar sob a forma de sacarose ou mel em amostras de Nido, uma marca de fórmula láctea para bebés a partir de um ano, e na Cerelac, papa destinada a crianças entre os seis meses e os dois anos.

Note-se que, na maioria dos mercados europeus, as fórmulas para bebés não contêm açúcares adicionados. Embora alguns cereais para crianças de idade mais avançada possam conter açúcar, o mesmo não acontece em produtos destinados a bebés entre os seis meses e um ano.

Perante a descoberta, uma especialista responsável pela investigação afirma que a Nestlé "terá que pôr fim a esta perigosa dualidade de critérios e deixar de adicionar açúcar a todos os produtos destinados a crianças com menos de três anos, em todas as partes do mundo".

Leia Também: Volume de negócios da Nestlé Portugal sobe 5,5% para 711 milhões em 2023

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