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Daniel Sancho. Ferimentos de cirurgião "são compatíveis com uma luta"

A defesa de Sancho está a tentar comprovar que o assassinato não foi premeditado e que o espanhol agiu em legítima defesa. 

Daniel Sancho. Ferimentos de cirurgião "são compatíveis com uma luta"
Notícias ao Minuto

11:49 - 18/04/24 por Notícias ao Minuto

Mundo Daniel Sancho

Na segunda semana do julgamento de Daniel Sancho, acusado de matar um cirurgião plástico na Tailândia, na ilha de Koh Pha Ngan, surgem novos detalhes do caso.

Segundo informações do programa 'Vamos a Ver' da Telecinco, um perito forense declarou, na sessão de quarta-feira, que os ferimentos na cabeça de Edwin Arrieta "são compatíveis com uma luta", o que pode favorecer a defesa de Daniel Sancho, que defende que não houve premeditação no homicídio, mas que este foi resultado de uma discussão.

Além disso, a autópsia não conseguiu determinar a causa exata da morte do cirurgião colombiano.

Recorde-se que o filho do ator Rodolfo Sancho afirmou que agrediu Edwin Arrieta a murro e, em consequência, o cirurgião bateu com a cabeça no lavatório. Daniel Sancho sustenta, no entanto, que a morte foi resultado de uma discussão.

A advogada Beatriz de Vicente, presente nas primeiras sessões daquele julgamento, contou ainda ao LaSexta como tem sido a apresentação daquelas provas, reconhecendo que ver as fotos tem sido "impressionante". "A cabeça tem um trauma muito forte. É importante saber se foi ante mortem ou post mortem", enfatiza.

Como nem todas as partes do cadáver - que Sancho admite ter desmembrado - foram encontradas, o que tem dificultado o esforço dos médicos legistas em determinar a causa da morte.

Além disso, surgiu outro novo detalhe que pode estar na origem da "briga" entre Daniel Sancho e Edwin Arrieta. O cirurgião colombiano terá emprestado 250 mil euros a Daniel Sancho, coincidindo com o momento em que o chef espanhol começou a montar negócios de restauração em Madrid, segundo contou o advogado da família Arrieta, Juan Gonzalo Ospina ao La Vanguardia.

Ospina também esclarece, sobre o mistério da quantia encontrada no quarto de hotel onde ocorreu o crime, que pertenciam ao cirurgião plástico. Segundo ele, não foram 60 mil dólares conforme publicado, muito menos 80 mil. "Foram 9 mil dólares, documentados pela polícia e que há um mês foram entregues ao representante legal da família", afirmou.

"Certifiquei-me de que fossem entregues em mãos à irmã de Edwin. Queremos que a família da vítima vá a julgamento e estamos a considerar se a irmã pode testemunhar em tribunal ou, na sua falta, na Embaixada da Tailândia", acrescentou.

Recorde-se que um tribunal da turística ilha tailandesa de Koh Samui começou, no dia 9 de abril, o julgamento contra o espanhol Daniel Sancho, acusado de assassinar premeditadamente e esquartejar o médico colombiano Edwin Arrieta, cuja família pediu uma condenação "contundente".

O acusado, de 29 anos, filho do ator espanhol Rodolfo Sancho, declarou-se inocente numa audiência judicial em novembro deste caso, que ocorreu no início de agosto na ilha vizinha de Koh Pha Ngan, alegando que se tratou de homicídio involuntário. 

O julgamento deve prolongar-se até meados de maio, com dezenas de testemunhas previstas para depor. 

Sancho está em prisão provisória na Tailândia desde agosto, quando a polícia disse que o jovem chef admitiu o assassinato do cirurgião colombiano de 44 anos. Sob a lei tailandesa, um homicídio premeditado pode levar à pena de morte. 

Segundo a imprensa espanhola, a defesa de Sancho está a tentar comprovar que o assassinato não foi premeditado e que o espanhol agiu em legítima defesa. 

O chef espanhol enfrenta outras duas acusações: ocultar o corpo de Arrieta, depois de tê-lo esquartejado como confessou à polícia, e destruir o passaporte do colombiano, algo que nega. 

Leia Também: Julgamento de Daniel Sancho começou esta 3.ª-feira. Recorde o caso

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