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Geopolítica leva Wall Street para baixo e a penalizar as tecnológicas

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, com os investidores a cederem ao receio de uma escaladada no confronto no Médio Oriente e a alienarem posições, o que penalizou em particular o setor tecnológico.

Geopolítica leva Wall Street para baixo e a penalizar as tecnológicas
Notícias ao Minuto

23:55 - 15/04/24 por Lusa

Mundo Bolsas

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice Dow Jones Industrial Average recuou 0,65%, o alargado S&P500 perdeu 1,20% e o tecnológico Nasdaq baixou 1,79%.

"A desculpa evidente" para a baixa do dia "é o fator geopolítico", reagiu Patrick O'Hare, da Briefing.com.

O chefe militar israelita, general Herzi Halevi, disse hoje que Israel ia "ripostar" ao ataque iraniano do fim de semana.

O Irão lançou centenas de drones e mísseis em direção a Israel na noite de sábado para domingo, em resposta a um ataque, em 01 de abril, a instalações diplomáticas suas em Damasco, atribuído a Israel.

Este foi o primeiro ataque direto do Irão a Israel.

"Isto cria incerteza", disse Patrick O'Hare, "mas é preciso apontar que o rendimento da obrigação da dívida federal a 10 anos não beneficiou do apetite pelo risco e que as cotações do petróleo [em baixa no início da sessão bolsista] recuperaram, mas também sem subirem".

Depois de ter subido inicialmente até aos 4,66%, dos 4,52% de sexta-feira, o rendimento daqueles títulos da dívida federal baixou para 4,61%.

A cotação do barril West Texas Intermediate (WTI), referência do petróleo para os EUA, baixou 0,29%.

"A geopolítica influenciou, mas não foi o único fator", insistiu Patrick O'Hare. "Também houve um aspeto técnico".

O S&P500 baixou abaixo da média dos seus últimos 50 dias de bolsa, um limiar técnico importante, o que suscitou uma vaga de vendas.

Por outro lado, "circulou a ideia de que o mercado está maduro para uma contração", acentuou Patrick O'Hare. "Não é uma correção. É mais uma consolidação, uma retirada ordenada", especificou.

A baixa ocorrida no setor tecnológico é ilustrada pelas quedas da Meta (-2,28%) e dos fabricantes de semicondutores Broadcom (-2,48%) e Nvidia (-2,48%).

Ao contrário, várias empresas do setor da defesa e do armamento viveram um bom dia ou resistiram à tendência do mercado.

Entre estas empresas estão a ex-Raytheon, atual RTX, que recuou -0,07%, que fabrica, em colaboração com a israelita Rafael, os mísseis Tamir, utilzaidos no quadro do sistema israelita de defesa 'Cúpula de Ferro'.

Acima do mercado estiveram ainda a Lockheed-Martin (+0,60%) e a L3Harris (+0,30%), grandes fornecedores dos militares norte-americanos.

No dia em que abriu o julgamento de Donald Trump, a sua empresa de media - Trump Media and Technology Group (TMTG) -- prosseguiu a sua queda acentuada, com um recuo de 18,35%. Desde 26 de março, quando começou a cotar em Wall Street, a cotação já baixou cerca de 60%, o que corresponde a uma perda da capitalização bolsista de quatro mil milhões de dólares.

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