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Procuradores pedem a juiz que multe Trump por publicações nas redes

Procuradores de Nova Iorque pediram hoje ao juiz do histórico julgamento criminal de Donald Trump que o multem em 3.000 dólares (2.800 euros) por três publicações que fez nas redes sociais em violação de uma ordem de silêncio.

Procuradores pedem a juiz que multe Trump por publicações nas redes
Notícias ao Minuto

18:53 - 15/04/24 por Lusa

Mundo EUA

O pedido veio do gabinete do Procurador Distrital de Manhattan ao final da manhã de hoje, antes da seleção do júri que terá de decidir se o candidato republicano de 77 anos é ou não culpado de falsificação de registos comerciais para ocultar o pagamento de subornos a uma atriz pornográfica.

Trump está sob uma ordem de silêncio, que o impede de falar sobre as testemunhas ou sobre os familiares do procurador e do juiz.

Entre outros pontos, os procuradores fixaram-se em três publicações do ex-presidente na plataforma 'Truth Social' sobre a atriz pornográfica Stormy Daniels e o seu ex-advogado Michael Cohen, figuras-chave no julgamento.

A este respeito, o advogado de Trump, Todd Blanche, defendeu que se tratavam apenas de respostas aos "ataques repetidos" de Daniels e Cohen contra o seu cliente, noticia o The New York Times.

A procuradoria pediu que Trump fosse multado em 1.000 dólares por cada violação da "ordem de silêncio", o que totalizaria 3.000 dólares para as mensagens citadas, mas o juiz Juan Merchan já disse que não se pronunciará sobre a questão antes do intervalo da sessão.

O início do julgamento marcou um momento extraordinário na história americana -- é o primeiro julgamento criminal de qualquer ex-chefe de Estado dos Estados Unidos e o primeiro de quatro casos criminais que pesam contra Trump.

Espera-se que dezenas de pessoas sejam chamadas ao tribunal para iniciar o processo de seleção de 12 jurados, além de seis suplentes. A notoriedade de Trump, especialmente neste momento em que tenta regressar à Casa Branca, poderá dificultar o processo.

O ex-presidente é acusado de falsificar registos internos da Trump Organization como parte de um esquema para enterrar histórias que temia que pudessem prejudicar a sua campanha eleitoral de 2016, especialmente porque a sua reputação estava a ser prejudicada na altura pelos comentários que tinha feito sobre as mulheres.

As alegações concentram-se em subornos a duas mulheres, a atriz pornográfica Stormy Daniels e a modelo da Playboy Karen McDougal, que disseram ter tido encontros sexuais extraconjugais com Trump anos antes, bem como a um porteiro da Trump Tower que alegou ter uma história sobre um alegado filho que Trump teria fora do casamento.

O ex-presidente alega que nenhum desses supostos encontros sexuais ocorreu.

Na manhã de hoje, o provável candidato republicano à Casa branca considerou que o julgamento contra si é um "ataque contra a América" e repetiu que é uma "perseguição política" organizada pelo Governo do Presidente democrata Joe Biden, o seu possível adversário nas eleições presidenciais.

"Os democratas da esquerda radical já estão a trapacear nas presidenciais de 2024, trazendo, ou ajudando a trazer, todos esses processos falsos contra mim, forçando-me assim a sentar em tribunais e gastar dinheiro que poderia ser usado em campanha, em vez de estar em campo debatendo com (...) Joe Biden, o pior Presidente na história dos Estados Unidos. Interferência eleitoral", escreveu Trump nas redes sociais.

Além de Nova Iorque, Trump é ainda acusado criminalmente em Washington e na Georgia pelos seus esforços para reverter a sua derrota eleitoral em 2020, assim como na Florida, por reter ilegalmente documentos confidenciais após deixar o cargo em 2021.

As datas do julgamento dos outros três casos criminais ainda permanecem indefinidas.

Leia Também: "Perseguição". Trump diz que o seu julgamento é "ataque contra a América"

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