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"Preocupação" e apelos. Vários países condenam ataque do Irão

O ataque sem precedentes levado a cabo pelo Irão contra Israel na noite de sábado e madrugada de hoje suscitou fortes condenações em todo o mundo e apelos à contenção.

"Preocupação" e apelos. Vários países condenam ataque do Irão
Notícias ao Minuto

15:30 - 14/04/24 por Lusa

Mundo Israel

O ataque será objeto ainda hoje de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança e de uma convocação do G7.

Seguem-se mais reações internacionais aos ataques:

Talibãs afegãos afirmam que Irão agiu em "legítima defesa"

O governo interino dos talibãs afirmou hoje que o Irão agiu em "autodefesa" ao lançar um ataque com centenas de 'drones' e mísseis contra Israel, e apelou à comunidade internacional para que "pare os crimes" de Telavive para evitar uma escalada da crise.

Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros talibã, Telavive tentou "desviar a atenção do mundo" do "genocídio" de mais de 33.000 habitantes de Gaza em pouco mais de seis meses, depois de o Hamas ter lançado um ataque contra Israel, a 7 de outubro, que matou mais de mil pessoas. 

Qatar pede "máxima contenção"

O Governo do Qatar manifestou hoje "profunda preocupação" com a situação no Médio Oriente na sequência dos ataques do Irão contra Israel e apelou a todas as partes para que "promovam a calma", "exerçam a máxima contenção" e "ponham termo" à escalada.

Iraque apela a que não se alastre conflito no Médio Oriente

O Presidente iraquiano apelou hoje a uma "redução das tensões" no Médio Oriente, ao mesmo tempo que pediu que o conflito não se "alastre", na sequência do ataque sem precedentes do Irão contra Israel.

Referindo-se aos "recentes desenvolvimentos na região e às suas repercussões", o Presidente Abdel Latif Rachid sublinhou também, em comunicado, "a necessidade de pôr termo à agressão contra a Faixa de Gaza e de encontrar uma solução para a questão palestiniana, uma vez que se trata de um elemento fundamental para a estabilidade da região".

EAU pedem às partes que evitem medidas que possam exacerbar tensões

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) pediram hoje às partes envolvidas no conflito do Médio Oriente que evitem medidas que possam "exacerbar as tensões" e apelam "ao fim da escalada" após o ataque do Irão contra Israel, num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

A nota insta as partes a "exercerem a máxima contenção para evitar repercussões perigosas" e ao diálogo, referindo que a região "não deveria ser arrastada para novos níveis de instabilidade".

Os EAU pedem ainda ao "Conselho de Segurança das Nações Unidas para que cumpra as suas responsabilidades de reforçar a paz internacional, resolvendo os problemas e conflitos crónicos na região que ameaçam a segurança e a estabilidade mundiais".  

Egito apela a "máxima contenção"

O Egito, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, apelou à "máxima contenção" e alertou para o "risco de expansão regional do conflito". 

Tunísia fala em acontecimentos com "grande preocupação"

A Tunísia indicou hoje seguir "com grande preocupação" a evolução da situação no Médio Oriente e reafirmou a necessidade de a comunidade internacional assumir as suas responsabilidades para preservar a segurança e a estabilidade na região.

Nesse sentido, recordou "os seus avisos anteriores sobre as graves consequências de dar 'carta branca' à entidade sionista [Israel] e de permanecer em silêncio sobre a sua contínua violação do direito internacional".  

Rússia apela à calma

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia apelou a "todas as partes envolvidas" para a "contenção", após os ataques iranianos de sábado à noite e madrugada de hoje contra Israel.

"Apelamos a todas as partes envolvidas para que tenham contenção e para evitar uma escalada perigosa. Contamos com os Estados da região para encontrar uma solução para os problemas existentes, através de meios políticos e diplomáticos", acrescentou, num comunicado, o ministério tutelado por Serguei Lavrov. 

Escócia apela às partes para cumprirem resoluções da ONU

O primeiro-ministro escocês, Humza Yousaf, instou hoje a comunidade internacional a "exigir" que as partes envolvidas no conflito do Médio Oriente "cumpram" as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, incluindo um "cessar-fogo imediato" em Gaza.  

Em declarações ao canal de televisão britânico Sky News, Yousaf disse "condenar" o ataque do Irão a Israel.

"Não vai haver uma solução militar para o conflito no Médio Oriente, só vai haver uma solução política e diplomática. Não podemos dar-nos ao luxo de assistir a mais perdas de vidas, porque os civis inocentes já pagaram um preço demasiado elevado pelas ações de alguns países e, por isso, precisamos de ver uma diminuição da escalada, em vez de uma nova escalada na região"", afirmou o líder escocês. 

Irlanda apelam a que se evite escalada militar

O novo primeiro-ministro irlandês e líder democrata-cristão do partido Fine Gael, Simon Harris, condenou hoje "veementemente" o ataque "imprudente e em grande escala a Israel" perpetrado pelo Irão e instou ambas as partes a evitarem "qualquer escalada de ação militar". 

"Apelo a ambas as partes para que mostrem contenção e evitem qualquer escalada de ação militar e a devastação que esta causaria", acrescentou Harris na nota.

Leia Também: AO MINUTO: EUA recusam contra-ataque; Israel tem de ser "violento"

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