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Ataque "alcançou todos os seus objetivos", dizem forças armadas iranianas

O chefe das forças armadas iranianas disse hoje que o ataque realizado durante a noite contra Israel "alcançou todos os seus objetivos".

Ataque "alcançou todos os seus objetivos", dizem forças armadas iranianas
Notícias ao Minuto

09:06 - 14/04/24 por Lusa

Mundo Mohammad Bagheri

"A Operação Honest Promise foi realizada com sucesso entre ontem (sábado) à noite e esta manhã, e alcançou todos os seus objetivos", declarou o general Mohammad Bagheri na televisão, especificando que nenhum centro urbano ou económico foi alvo de 'drones' (aeronaves não tripuladas) e mísseis iranianos.

Bagheri afirmou que os dois locais mais visados foram "o centro de inteligência que forneceu aos sionistas as informações necessárias" para o ataque que destruiu o consulado iraniano em Damasco a 01 de abril, bem como "a base aérea de Novatim, de onde descolaram os aviões de caça israelitas 'F-35' que bombardearam as instalações diplomáticas do Irão na capital síria.

"Estes dois centros foram consideravelmente danificados e colocados fora de serviço", garantiu.

"Não temos intenção de continuar esta operação, mas se o regime sionista tomar medidas contra a República Islâmica do Irão, seja no nosso solo ou nos nossos centros na Síria ou noutro local, a nossa próxima operação será bem mais importante do que esta", alertou o chefe das forças armadas iranianas.

O general Bagheri também indicou que as autoridades iranianas enviaram uma mensagem aos Estados Unidos "em que são avisados de que se cooperarem com Israel nas suas possíveis próximas ações, as bases [norte-americanas na região] não estarão seguras".

Por seu lado, o comandante em chefe da Guarda Revolucionária do Irão, general Hossein Salami, advertiu hoje que Teerão contra-atacará de forma "mais severa que os bombardeamentos" de sábado à noite se Israel iniciar uma ofensiva contra interesses ou cidadãos iranianos em qualquer parte do país.

"Se o regime sionista (Israel) atacar os nossos interesses, autoridades ou cidadãos a partir de qualquer ponto, contra-atacaremos", disse o chefe do corpo militar de elite e do exército ideológico do Irão, informou a cadeia de televisão Press TV.

"A nossa reação a qualquer agressão israelita será mais severa", garantiu Salami em declarações à Press TV.

Israel, que vinha alertando há vários dias que a retaliação iraniana era iminente, planeia agora uma "resposta significativa" ao ataque iraniano, disse um funcionário que pediu anonimato à estação de televisão Channel 12. 

Salami afirmou que a operação de sábado à noite e que se prolongou pela madrugada, na qual centenas de mísseis e drones foram disparados contra Israel, "foi mais bem-sucedida do que o esperado".

"Os mísseis do Irão foram capazes de perfurar as defesas israelitas supostamente fortes", disse Salami, contradizendo a versão de Telavive, que afirmou ter intercetado 99% dos mais de 300 'drones', mísseis balísticos e de cruzeiro.

O Exército israelita afirmou hoje que, dos cerca de 170 'drones' que o Irão lançou antes da meia-noite, nenhum chegou ao território israelita; e também teria intercetado 25 dos cerca de 30 mísseis de cruzeiro e quase todos os "mais de 120" mísseis balísticos.

Por seu lado, o ministro da Defesa do Irão, Mohammad Reza Ashtiani, avisou sábado à noite que qualquer país que permita a utilização do seu espaço aéreo ou território para realizar ataques contra solo iraniano receberá uma resposta forte.

O ataque iraniano ocorreu como retaliação ao bombardeamento atribuído por Teerão a Israel, ao consulado do Irão em Damasco, a 01 de abril, em que morreram seis sírios e sete membros da Guarda Revolucionária.

Entre os mortos estava o líder do ramo da Força Quds para a Síria e o Líbano, o Brigadeiro-General Mohamed Reza Zahedi.

O líder supremo do Irão, 'ayatollah' Ali Khamenei, insistiu repetidamente nas últimas semanas que "o regime sionista deve ser e será punido", ameaças que foram repetidas por praticamente todos os altos funcionários do país após o ataque em Damasco.

Leia Também: G7 reúne-se por vídeoconferência para debater ataque do Irão a Israel

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