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Odebrecht. Jutiça brasileira anula prova contra ex-presidentes do Panamá

O juiz brasileiro José Antonio Dias Toffoli anulou as provas apresentadas no Brasil por delatores da Odebrecht contra dois ex-presidentes do Panamá, acusados de um esquema naquele país, além de outros réus, informou hoje a imprensa local.

Odebrecht. Jutiça brasileira anula prova contra ex-presidentes do Panamá
Notícias ao Minuto

20:57 - 13/04/24 por Lusa

Mundo Odebrecht

Ricardo Martinelli (2009-2014) e Juan Carlos Varela (2014-2019) são acusados de lavagem de dinheiro da Odebrecht e de subornos, um caso cujo julgamento está marcado para entre 12 e 19 de novembro, como data principal, e entre 20 de janeiro e 28 de fevereiro de 2025, como alternativa, após pelo menos três suspensões.

O juiz federal brasileiro também anulou as provas contra Luis Enrique Martinelli Linares, filho de Martinelli, que, juntamente com seu irmão Ricardo Alberto, cumpriu uma pena nos Estados Unidos da América depois de confessarem que movimentaram 28 milhões de dólares em subornos da Odebrecht por "ordens do pai", segundo a sua defesa na época.

De acordo com o jornal do Panamá La Prensa, Dias Toffoli anulou as provas contra outros três réus do caso Odebrecht no Panamá e está a analisar uma petição apresentada por Ricardo Alberto Martinelli Linares.

O magistrado brasileiro também impediu os delatores de deporem a partir do Brasil, por teleconferência, como testemunhas da Procuradoria Especial Anticorrupção do Panamá, segundo o jornal, que cita uma reportagem de sexta-feira do diário brasileiro Metrópoles.

Os ex-presidentes Martinelli e Varela, que se declararam inocentes e pediram ao juiz brasileiro que declarasse nulas as provas contra eles, segundo a reportagem, foram acusados de corrupção pelos Estados Unidos em 2023.

Martinelli, de 72 anos, está asilado na embaixada da Nicarágua no Panamá desde 07 de fevereiro, depois de ter sido condenado a mais de 10 anos de prisão e multado em mais de 19 milhões de dólares por lavagem de dinheiro na compra de uma editora de meios de comunicação social local. Em consequência desta sentença, o ex-governante foi desqualificado politicamente.

O processo da Odebrecht no Panamá envolve um total de 25 arguidos, entre os quais vários antigos ministros e outras personalidades daquele país.

A Odebrecht pagou mais de 80 milhões de dólares a responsáveis e indivíduos no Panamá, de acordo com as confissões de André Rabello, que dirigiu as operações da construtora no país centro-americano durante vários anos.

A construtora comprometeu-se em 2017 com a justiça do Panamá a pagar uma multa de 220 milhões de dólares em 12 anos, mas não cumpriu o cronograma de desembolso.

O juiz Dias Toffoli também anulou, em agosto passado, as provas utilizadas num processo contra o ex-presidente peruano Ollanta Humala (2011-2016) no seu país, por alegada lavagem de dinheiro, no âmbito de um processo do grupo construtor brasileiro Odebrecht.

A decisão foi tomada pelo magistrado com base num recurso apresentado pela defesa do ex-presidente peruano, segundo informaram nesta sexta-feira fontes da mais alta corte brasileira.

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