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Mais de 3.000 mineiros em risco de pobreza extrema na África do Sul

Mais de 3.000 trabalhadores mineiros na indústria do ouro na África do Sul estão em risco de ficar em "pobreza extrema" na sequência de nova reestruturação da mineradora Sibanye-Stillwater, anunciou hoje fonte sindical.

Mais de 3.000 mineiros em risco de pobreza extrema na África do Sul
Notícias ao Minuto

20:13 - 12/04/24 por Lusa

Mundo Sindicato

"Esta decisão da Sibanye irá mergulhar vários trabalhadores mineiros na pobreza extrema", declarou o porta-voz do sindicato dos metalúrgicos da África do Sul (NUM, na sigla em inglês), Livhuwani Mammburu.

"A atual gestão e o CEO são incapazes de gerir esta empresa e isso está a causar uma grave instabilidade no setor do ouro e é totalmente inaceitável, é a barbárie capitalista", adiantou o representante sindical ao canal público sul-africano SABC.

Na quinta-feira, a sul-africana Sibanye-Stillwater, um dos principais produtores de ouro e minério do mundo, anunciou que a redução das suas operações de mineração de ouro na África do Sul poderá afetar mais de três mil trabalhadores.

"A reestruturação proposta das operações e serviços poderá afetar potencialmente 3.107 funcionários e 915 empreiteiros", salientou em comunicado a multinacional mineradora sul-africana.

A empresa indicou que a medida visa colmatar perdas de produção registadas nas minas de ouro Beatrix 1 e Kloof 2, situadas nas províncias sul-africanas de Estado Livre e Gauteng, respetivamente, que empregam mais de 18 mil trabalhadores.

"Na sequência da reestruturação anterior concluída durante 2023 e no primeiro trimestre de 2024, a análise empresarial em curso do Grupo identificou a necessidade de abordar as perdas no poço Beatrix 1, que não conseguiu atingir a produção planeada, e a fábrica Kloof 2 que, após o encerramento do poço Kloof 4 durante 2023 teve material de processamento insuficiente disponível para colmatar despesas gerais", salientou.

Em março, a mineradora sul-africana reportou um prejuízo anual de dois mil milhões de dólares, em 2023.

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