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Noruega diz-se preparada para reconhecer Palestina com outros países

A Noruega está preparada para reconhecer o Estado da Palestina, em coordenação com outros países e num momento em que esse passo seja um contributo para a paz no Médio Oriente, disse hoje o primeiro-ministro norueguês.

Noruega diz-se preparada para reconhecer Palestina com outros países
Notícias ao Minuto

13:26 - 12/04/24 por Lusa

Mundo Israel/Palestina

Jonas Gahr Støre falava em Oslo, numa conferência de imprensa ao lado do primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, que já se comprometeu a reconhecer o Estado palestiniano até julho e iniciou hoje na Noruega uma ronda de contactos com cinco homólogos europeus sobre esta questão.

O primeiro-ministro da Noruega disse que os Governos de Oslo e Madrid têm visões muito similares e saudou a iniciativa de Sánchez.

"Temos uma visão muito similar. Estamos prontos para reconhecer o Estado da Palestina (...). A questão é em que momento e em que circunstâncias se poderá fazer para apoiar o processo de paz na região", disse Jonas Gahr Støre, que em resposta aos jornalistas não descartou dar este passo em simultâneo com Espanha.

Sánchez, por seu turno, reiterou o compromisso de reconhecer o Estado palestiniano "o quanto antes possível, quando se deem as condições necessárias e de forma a que possa ter o maior impacto positivo no processo de paz".

Os dois primeiros-ministros reiteraram também o apoio ao reconhecimento da Palestina como membro de pleno direito das Nações Unidas.

"Temos de aplicar já uma perspetiva política para pôr fim a este conflito", disse Sánchez, que voltou a defender a organização de uma conferência internacional de paz para o Médio Oriente "o quanto antes possível".

Jonas Gahr Støre e Pedro Sánchez defenderam também a necessidade de haver, no imediato, um cessar-fogo em Gaza, entrada de ajuda humanitária no território palestiniano e a libertação de todos os reféns israelitas por parte do grupo islamita Hamas.

A ronda de contactos de Sánchez começou hoje de manhã na Noruega e segue, à tarde, na Irlanda. Na próxima semana, vai abordar o assunto com o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, em Madrid, antes de, na terça-feira, viajar para a Eslovénia e Bélgica.

Este périplo europeu segue-se a outro, no início deste mês, pela Jordânia, Arábia Saudita e Qatar, onde defendeu mais pontes entre a União Europeia (UE) e os países árabes.

No final de março, assinou com outros três primeiros-ministros europeus (da Irlanda, Eslovénia e Malta) uma declaração a comprometer-se com o reconhecimento do Estado da Palestina.

Posteriormente, disse que Espanha fará esse reconhecimento até julho.

Segundo o Governo espanhol, a escolha da Noruega para iniciar esta ronda de contactos deve-se ao papel histórico de mediação do país no conflito israelo-palestiniano.

A Noruega não faz parte da União Europeia. Já dentro da UE, nove Estados-membros reconhecem já a Palestina: Bulgária, Chipre, República Checa, Hungria, Malta, Polónia, Roménia e Eslováquia deram o passo em 1988, antes de aderirem ao bloco europeu, enquanto a Suécia o fez sozinha em 2014, cumprindo uma promessa eleitoral dos sociais-democratas então no poder.

O conflito em curso na Faixa de Gaza foi desencadeado pelo ataque do grupo islamita Hamas em solo israelita de 07 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos e duas centenas de reféns, segundo as autoridades de Telavive.

Desde então, Israel lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza que provocou mais de 33.000 mortos, segundo o Hamas, que governa o enclave palestiniano desde 2007.

A retaliação israelita está a provocar uma grave crise humanitária em Gaza, com mais de 1,1 milhões de pessoas numa "situação de fome catastrófica" que já está a fazer vítimas - "o número mais elevado alguma vez registado" pela ONU em estudos sobre segurança alimentar no mundo.

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