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Ação climática? Humanidade tem dois anos para "salvar o mundo", diz ONU

O chefe da agência da ONU para o clima, Simon Stiell, destaca que a ação climática nos próximos dois anos é "essencial".

Ação climática? Humanidade tem dois anos para "salvar o mundo", diz ONU
Notícias ao Minuto

16:31 - 10/04/24 por Notícias ao Minuto

Mundo Simon Stiell

O chefe da agência da ONU para o clima, Simon Stiell, afirmou, esta quarta-feira, que a humanidade tem apenas dois anos para "salvar o mundo", mas terá de fazer mudanças dramáticas na forma como faz emissões de gases com efeito de estufa e agir para conseguir os recursos financeiros necessários.

"Ainda temos a oportunidade de fazer cair as emissões de gases com efeito de estufa, com uma nova geração de planos climáticos. Mas precisamos destes planos mais fortes agora", afirmou Stiell, num discurso no think tank Chatham House, em Londres, Inglaterra, citado pela Associated Press.

Segundo Stiell, embora o aviso para que se defina o prazo de 2025 para mais planos e mais fortes - que é feito aos governos de todo o mundo -, possa parecer melodramático, quando comparado a reuniões cruciais sobre finanças globais realizadas em Washington, nos Estados Unidos, ou as eleições presidenciais, o chefe da agência da ONU para o clima destaca que a ação climática nos próximos dois anos é "essencial".

"Quem é que exatamente tem dois anos para salvar o mundo? A resposta é cada pessoa neste planeta. Cada vez mais pessoas querem uma ação climática em todas as sociedades e espetros políticos, em grande parte porque estão a sentir os impactos da crise climática nas suas vidas quotidianas e nos seus orçamentos familiares", referiu.

Na ótica de Stiell, as secas que destroem as colheitas aumentaram a necessidade de medidas mais ousadas para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e ajudar os agricultores a adaptarem-se, o que poderá aumentar a segurança alimentar e diminuir a fome. "Reduzir a poluição por combustíveis fósseis significará melhor saúde e enormes poupanças tanto para os governos como para as famílias", rematou.

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