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Polónia quer investigação por homicídio de sete trabalhadores em Gaza

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros polaco pediu hoje a Israel que "conduza uma investigação criminal" sobre homicídio, na sequência da morte de sete trabalhadores humanitários, incluindo um polaco, num ataque israelita na Faixa de Gaza.

Polónia quer investigação por homicídio de sete trabalhadores em Gaza

© Momen Faiz/NurPhoto via Getty Images

Lusa
05/04/2024 14:04 ‧ há 1 ano por Lusa

Mundo

Israel

"Queremos que a procuradoria regional [polaca] seja admitida e envolvida na explicação e em todos os procedimentos criminais e disciplinares contra os soldados responsáveis por este (...) assassínio", declarou Andrzej Szejna à imprensa, depois de entregar ao embaixador israelita, que tinha sido convocado por Varsóvia, uma nota formal de protesto.

Um ataque do exército israelita matou sete trabalhadores humanitários, dos quais seis estrangeiros e um palestiniano, da organização World Central Kitchen, que estava a fazer chegar comida, por via marítima, à Faixa de Gaza, cuja população enfrenta o flagelo da fome após quase seis meses de guerra entre o movimento islamita palestiniano Hamas e Israel.

O vice-ministro denunciou "este acontecimento sem precedentes na história do mundo civilizado, nomeadamente o bombardeamento de um comboio humanitário que se dirigia à Faixa de Gaza, atingida pela fome, com ajuda humanitária".

De acordo com Szejna, o embaixador Yacov Livne "pediu desculpa".

O comportamento e as declarações do embaixador, que até agora se recusou a apresentar um pedido de desculpas público claro após o ataque de segunda-feira, provocaram protestos de altos funcionários polacos, incluindo o Presidente Andrzej Duda, que na quinta-feira descreveu as observações do diplomata israelita como "escandalosas".

O vice-ministro polaco voltou hoje a "exigir uma indemnização para as vítimas, incluindo para o cidadão polaco e a sua família, se esta assim o desejar".

De acordo com o Szejna, os restos mortais do trabalhador humanitário polaco Damian Sobol, 35 anos, poderão regressar ao país a bordo de um avião militar nas "próximas horas".

Leia Também: UE "tomou nota" da decisão israelita sobre apoio humanitário a Gaza

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