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Moscovo desmente Zelensky sobre mobilização de 300 mil novos tropas

A Rússia desmentiu hoje as declarações do Presidente ucraniano, Volodymir Zelensky, sobre planos de Moscovo para mobilizar 300 mil elementos adicionais para as forças armadas em junho.

Moscovo desmente Zelensky sobre mobilização de 300 mil novos tropas
Notícias ao Minuto

19:05 - 03/04/24 por Lusa

Mundo Guerra na Ucrânia

"Isso não é verdade", afirmou o porta-voz do Kremlin (presidência russa), Dmitri Peskov, segundo a agência de notícias russa TASS.

Zelensky disse horas antes, durante uma conferência de imprensa em Kyiv com o Presidente finlandês, Alexander Stubb, que a Rússia está a preparar a mobilização de 300.000 tropas adicionais em junho.

"Posso assegurar-vos que a Rússia está a preparar a mobilização de mais 300.000 tropas no dia 01 de junho", afirmou.

Questionado sobre as necessidades do exército ucraniano a este respeito, Zelensky recusou-se a fornecer números específicos, mas garantiu que, ao longo deste ano, "não é necessário meio milhão".

Na terça-feira, Zelensky promulgou uma lei para reduzir a idade de mobilização militar de 27 para 25 anos, medida que visa colmatar a falta de efetivos para combater a invasão russa.

O projeto de lei, que foi votado há mais de um ano pelos deputados, entrava hoje em vigor.

Em setembro de 2022, o Presidente russo, Vladimir Putin, convocou 300 mil reservistas para combater na Ucrânia.

Esta mobilização parcial provocou o êxodo de centenas de milhares de russos em idade militar, que emigraram para países como o Cazaquistão, a Geórgia e a Arménia, bem como para outros países europeus.

As mulheres dos mobilizados criaram um movimento para exigir o regresso a casa dos seus maridos, muitos na frente de batalha há mais de um ano e meio.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991, após a desagregação da antiga União Soviética, e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, mas não conheceu avanços significativos no teatro de operações nos últimos meses, mantendo-se os dois beligerantes irredutíveis nas suas posições territoriais e sem abertura para cedências negociais.

Os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia contra cidades e infraestruturas ucranianas, enquanto as forças de Kyiv têm visado alvos em território russo próximos da fronteira e na península da Crimeia, ilegalmente anexada em 2014.

Já no terceiro ano de guerra, as Forças Armadas ucranianas confrontam-se com falta de armamento e munições, apesar das reiteradas promessas de ajuda dos aliados ocidentais.

Leia Também: Zelensky diz que a Rússia pretende mobilizar 300 mil soldados em junho

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